O fundo imobiliário VGIR11, sob gestão da Valora Investimentos, apresentou seu relatório gerencial, referente a maio, nesta segunda-feira (22).
No período, o FII apresentou resultado de R$ 17,54 milhões, mantendo desempenho acima do valor distribuído aos cotistas, apesar de uma leve queda ante o mês anterior.
No fechamento do mês, o fundo registrou receita total de R$ 18,89 milhões, enquanto as despesas recorrentes somaram R$ 1,34 milhão.

Dividendos de junho
Com o desempenho, o VGIR11 realizou a distribuição de R$ 0,12 por cota em dividendos, mantendo o mesmo valor do mês anterior. O pagamento foi feito em 18 de junho, para investidores posicionados em 11 de junho, data de corte.
Além disso, o valor representa rentabilidade líquida equivalente a CDI + 2,1% ao ano, considerando o valor patrimonial da cota no fechamento de abril.
Nos últimos 12 meses, o fundo acumula distribuição de R$ 1,53 por cota, mantendo retorno próximo de CDI + 2,0% ao ano no período.
Ademais, a reserva de caixa encerrou maio em R$ 0,01 por cota, que será usado pela gestão para cobrir despesas eventuais, incluindo taxa de performance.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o VGIR11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.
Portfólio do VGIR11
Atualmente, o VGIR11 segue com sua carteira amplamente concentrada em operações estruturadas de crédito imobiliário. Em maio, 94,8% do patrimônio líquido do fundo estava investido em 56 operações de CRIs, que juntas somam cerca de R$ 1,34 bilhão alocados.
A parcela restante permaneceu em instrumentos de caixa e aplicações de liquidez imediata, estratégia utilizada pela gestora para manter flexibilidade e aproveitar novas oportunidades de investimento no mercado.
Em paralelo, o fundo realizou movimentações em seu portfólio, como a aquisição de R$ 25 milhões no CRI Alexandre de Gusmão, operação que oferece remuneração equivalente a CDI + 3,50% ao ano.
Em soma, também zerou sua exposição ao CRI Enplan 2S, operação que representava R$ 2,1 milhões dentro do portfólio. Por outro lado, amortizações ordinárias e extraordinárias reforçaram o caixa do fundo em R$ 10,5 milhões.
O destaque ficou para a amortização parcial de R$ 5,5 milhões do CRI RV Ipiranga 2, uma das maiores movimentações registradas no período.
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