O fundo imobiliário RBRP11, gerido pela RBR Gestão, anunciou ao mercado a distribuição de R$ 0,35 por cota em dividendos, referentes ao desempenho operacional de agosto, mantendo o mesmo patamar do último mês.
Segundo o documento, o pagamento está previsto para 15 de setembro, considerando a posição dos investidores em 8 de setembro, data de corte. A partir de 9 de setembro, as cotas passaram a ser negociadas “ex-direito”.
Com base na cotação de R$ 45,70 no fechamento de agosto, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de 0,77%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o RBRP11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do segmento.

RBRP11 registra prejuízo em caixa
Embora os proventos tenham como referência o resultado do RBRP11 em agosto, o balanço mensal do mês ainda não foi divulgado. No relatório gerencial mais recente, referente a julho, o fundo registrou movimentações relevantes.
Entre elas, esteve a venda do conjunto nº 2401 do Condomínio Edifício Castello Branco, localizado no Rio de Janeiro (RJ), por R$ 4,808 milhões. A operação foi formalizada por meio da assinatura da Escritura Pública de Compra e Venda em 10 de julho.
Desde a compra do imóvel, efetuada em 14 de agosto de 2015, o RBRP11 realizou um investimento total de R$ 7,25 milhões, incluindo o preço de compra, os custos da transação e as benfeitorias realizadas no ativo.
Dessa forma, o valor pago ficou 4% abaixo do montante investido e 27% inferior ao valor atribuído ao imóvel no laudo de avaliação de 2025. Segundo a gestão, a venda resultou em um prejuízo em regime de caixa de R$ 2,44 milhões.
Situação do portfólio
Atualmente, o RBRP11 conta com seis imóveis em seu portfólio, sendo todos localizados no estado de São Paulo, totalizando 43.684 metros quadrados de área bruta locável (ABL).
Na divisão, o River One concentrava 58,4% do valor patrimonial dos imóveis. Celebration representava 13,5%, JR 11,8%, Delta Plaza 9,2%, Venezuela 4,0% e Mario Garnero 3,0%.
Além dos imóveis, o fundo mantinha 16,6% de seu patrimônio líquido aplicado em sete fundos imobiliários. A principal posição era o RBRL11, equivalente a 14,5% do patrimônio. Ademais, o RBRP11 também terminou o período sem alavancagem e sem obrigações relacionadas à aquisição de ativos.
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