O fundo imobiliário HGLG11, sob gestão da Pátria Investimentos, divulgou ao mercado seu relatório gerencial referente ao mês de junho, com resultado de R$ 66,884 milhões, o que corresponde a um aumento de 47,19% em relação a maio, quando apurou R$ 45,444 milhões.
No geral, a receita total foi de R$ 78,732 milhões no período, proveniente principalmente das locações, responsáveis por R$ 76,29 milhões. Já as despesas somaram R$ 11,848 milhões.

Estabilidade dos dividendos
Diante desse desempenho, o fundo realizou a distribuição de dividendos no valor de R$ 1,10 por cota, mantendo o mesmo patamar dos últimos 35 meses (2 anos e 11 meses). O pagamento foi realizado em 14 de julho para investidores com posição no fundo em 30 de junho, data de corte.
Com base na cotação de R$ 151,08 no fechamento de junho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo foi de aproximadamente 0,73%. No acumulado dos últimos 12 meses, o rendimento é de 8,7%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HGLG11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.
SPE fortacele o resultado do HGLG11
No mês, o HGLG11 zerou o lucro contábil de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), no valor de R$ 14,7 milhões, após a conclusão do empreendimento.
O valor registrado reflete alguns aluguéis e o rendimento financeiro sobre o caixa do empreendimento, que somou cerca de R$ 300 milhões ao longo da obra. Por ser majoritariamente composto por receitas de aluguel, a gestão considera o resultado recorrente.
Mudança de locátarios no portfólio
Entre as movimentações do HGLG11 em junho, houve a entrada de diferentes empresas em diversos ativos, como a Fuleda, no ativo Guarulhos; a Shinedux, no Syslog Galeão; e a Shopee, no CLE, que também registrou a saída da TLS.
Dessa forma, a vacância física do fundo caiu para 3,1%, com projeção de 3,3% em julho de 2026. Já a saída mapeada da Cargill do ativo Goiânia, prevista para janeiro de 2027, deve elevar a vacância para 4,0%.
Além disso, o HGLG11 concluiu a obra do HGLG Simões Filho G100, com o galpão em operação e todas as licenças emitidas, enquanto o G200, no mesmo empreendimento, segue em monitoramento.
Contrato com o Mercado Livre
Em paralelo, o HGLG11 assinou um contrato Built to Suit com o Mercado Livre para o ativo HGLG Itupeva G400. A empresa ocupará todo o empreendimento, com 52.200 metros quadrados de área bruta locável (ABL), a um aluguel de R$ 37,05 por metro quadrado.
Anteriormente, o projeto havia sido concebido como um desenvolvimento especulativo. Com o contrato fechado, o yield on cost estimado do G400 passa a cerca de 11,8% após a conclusão da obra.
O fundo encerrou o mês com 8,7% de alavancagem financeira no portfólio, ou 10,3% quando considerada a dívida via SPE.
Por fim, o relatório do HGLG11 mostra como novos contratos, redução da vacância e a conclusão de empreendimentos podem influenciar a geração de receitas de um fundo logístico.
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