O fundo imobiliário HGLG11, sob gestão da Pátria Investimentos, anunciou a distribuição de R$ 1,10 por cota em dividendos, referente ao desempenho de junho, mantendo o mesmo patamar pelo 36º mês consecutivo, equivalente a três anos sem alterações no valor distribuído.
De acordo com o cronograma, o pagamento será realizado em 14 de julho para investidores com posição em 30 de junho, data de corte. A partir desta quarta-feira (1º de julho), as cotas passam a ser negociadas na condição ex-direito.
Considerando o fechamento das cotas em R$ 151,08, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de aproximadamente 0,73%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HGLG11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.

Resultado e ajustes do HGLG11
Embora o desempenho operacional de junho ainda não tenha sido divulgado, o relatório gerencial mais recente, referente a maio, mostrou que o fundo registrou receita total de R$ 1,24 por cota e resultado de R$ 1,00 por cota.
Entre os principais eventos não recorrentes do período esteve a venda de cotas de fundos imobiliários, operação que adicionou R$ 0,02 por cota ao resultado mensal.
No acumulado de 2026, essas alienações já representam lucro de R$ 0,13 por cota. Diante disso, a gestão mantém a expectativa de continuar distribuindo R$ 1,10 por cota durante todo o primeiro semestre de 2026.
Ainda em maio, o HGLG11 registrou algumas movimentações no portfólio logístico. Houve a saída da Zeralog no ativo Guarulhos, da FedEx no ativo Torino, além da desocupação da Pedroso e Martins, PMLog e TLS no ativo CLE, e da Felix Optical no empreendimento localizado em São José dos Campos.
Por outro lado, o fundo registrou a entrada da Rondocargas no ativo localizado em Duque de Caxias. Assim, a vacância física do fundo subiu para 3,9%, enquanto a gestão projeta avanço desse indicador para aproximadamente 4,2% até setembro de 2026.
No período, o fundo também concluiu a aquisição integral de imóveis anteriormente pertencentes ao PATL11, fundo imobiliário da Pátria VBI-Asset, em operação avaliada em R$ 355 milhões, integralizada com cotas da 11ª emissão e com cap rate médio de 10,7% ao ano.
Além disso, o fundo manteve o avanço em seus projetos de desenvolvimento. Segundo a gestão, o empreendimento HGLG Simões Filho G100 atingiu 99,9% de conclusão, com o galpão já em operação e licenças emitidas.
Situação do portfólio
Diante dessas movimentações, a gestão informou que o HGLG11 encerrou maio com 8,8% de alavancagem financeira direta, percentual que sobe para 10,4% quando consideradas obrigações via SPE.
O passivo total relacionado à aquisição de imóveis soma aproximadamente R$ 1,1 bilhão, sendo que 22% desse montante vence nos próximos 12 meses. Segundo a gestora, essas obrigações já estão mapeadas e contam com suporte financeiro através de posições em CRI e ativos de renda fixa.
Em relação aos contratos, o fundo mantém predominância de contratos típicos (73%), enquanto 27% são contratos atípicos. Por indexadores, 88% das receitas seguem atreladas ao IPCA, enquanto os 12% restantes acompanham o IGP-M.
Já em relação aos vencimentos contratuais, 58% dos contratos expiram somente a partir de 2030, o que contribui para maior previsibilidade de receita no longo prazo.
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