O fundo imobiliário HGLG11, gerido pela Pátria Investimentos, anunciou nesta segunda-feira (31) que irá distribuir R$ 1,17 por cota em dividendos aos cotistas, considerando o desempenho operacional de agosto. O valor representa uma alta de 6,36% em relação ao mês anterior, quando o fundo pagou R$ 1,10 por cota.
De acordo com o comunicado, o pagamento está previsto para 15 de setembro. Terão direito aos proventos os investidores que estiveram posicionados no fundo em 31 de agosto, data de corte. A partir desta terça-feira (1º), as cotas passam a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Com base na cotação de R$ 148,34 no fechamento de agosto, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de 0,79%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HGLG11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.

Desempenho operacional do HGLG11
Embora o balanço mensal referente a agosto, período ao qual os proventos são referentes, ainda não tenha sido divulgado, em julho o HGLG11 registrou receita total de R$ 2,09 por cota e resultado líquido de R$ 1,82 por cota.
O desempenho foi proveniente, principalmente, do recebimento da primeira parcela da venda do ativo Itapevi, de R$ 0,83 por cota, dentro de um lucro total de R$ 0,98 por cota na transação.
A gestão informou, em relatório gerencial, que o patamar de R$ 1,17 por cota reflete os ganhos dessa alienação e a conclusão prévia da obra do Simões Filho G100, alinhando-se ainda ao contexto de consolidação dos fundos de logística sob gestão da Pátria.
No fechamento do mês, a base de investidores do HGLG11 contava com 607.600 cotistas, após entrada líquida de 28.800 participantes no período.
Performance da carteira
Ainda em julho, a carteira do HGLG11 estava dividida em oito FIIs do segmento industrial e logístico, com destaque para INLG11 e XPIN11.
No período, as obras do galpão HGLG Simões Filho G200 alcançaram 7,4% de avanço físico, enquanto o HGLG Itupeva G400 atingiu 53,6% de execução acumulada.
Em paralelo, a estrutura de capital do fundo apresentou 8,7% de alavancagem financeira sobre o patrimônio líquido, ou 10,3% considerando a dívida via SPE, com estimativa de chegar a 8,4% até o fim de 2026.
Já as obrigações por aquisições somam cerca de R$ 1,1 bilhão, sendo 24% com vencimento em até 12 meses, cobertas por posições em CRIs e renda fixa no HGLG11.
Dessa forma, no fim de julho, a vacância física do fundo recuou para 2,9%, enquanto a vacância financeira encerrou em 3,7%. Para agosto, a gestão projeta vacância física de 3,1% e mapeia a desocupação da Cargill no ativo Goiânia em janeiro de 2027, o que elevará a taxa para 3,8%.
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