O fundo imobiliário HGLG11, gerido pela Pátria Investimentos, divulgou em seu último relatório gerencial o guidance de distribuição de dividendos para os próximos meses de 2026.
No documento, a gestão projeta rendimentos de R$ 1,10 por cota no primeiro semestre de 2026 (1S26). Já para o segundo semestre (2S26), a expectativa é de um crescimento aproximado de 6,36%, elevando a distribuição para R$ 1,17 por cota.
No entanto, eles destacam que a previsão está condicionada a conclusão de negociações atualmente em andamento e à normalização dos fluxos contratuais do portfólio. Movimentações que podem afetar o caixa do fundo.
Em dezembro, por exemplo, o resultado do HGLG11 foi influenciado por eventos não recorrentes, com destaque para a venda de ativos imobiliários, que gerou um impacto positivo de R$ 0,07 por cota.
Além disso, houve o lucro proveniente da SPE do ativo Simões Filho, equivalente a R$ 0,04 por cota, bem como a indenização pela desapropriação do terreno do ativo HGLG SJC, no valor de R$ 0,02 por cota.
Segundo o relatório, a antecipação do pagamento de aluguéis por alguns locatários, referente ao mês de janeiro, também contribuiu para o resultado do período. Assim, a gestão reforça que, devido à natureza não previsível desses eventos, as projeções divulgadas não representam garantia de distribuição futura.
Últimos dividendos do HGLG11
Em 15 de janeiro, o fundo realizou a distribuição de R$ 1,10 por cota, referente ao desempenho de dezembro. Tiveram direito ao provento os investidores posicionados em 30 de dezembro, data-base do pagamento.
Considerando a cotação de R$ 157,55 no último pregão de 2025, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de aproximadamente 0,69%. A combinação entre o resultado do período e o valor distribuído levou a reserva acumulada do fundo para R$ 0,44 por cota, conforme detalhado no relatório.
Portfólio e locação
Entre as movimentações recentes, o HGLG11 destacou a entrada da Knight Therapeutics no ativo Masterlabs e a locação da Winoa no imóvel São José.
Com essas operações, a vacância física do portfólio foi reduzida para 2,2% ao final do período. A gestão projeta que, considerando negociações já mapeadas, a vacância deve alcançar 3,3% em fevereiro de 2026.
Já no campo financeiro, o fundo encerrou o mês com alavancagem de 9,6%. Quando considerada a dívida contratada via SPEs, a alavancagem total atinge 11,3%, segundo a Pátria Investimentos.
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