O fundo imobiliário HGLG11, sob gestão da Pátria Investimentos, divulgou nesta terça-feira (24) seu relatório gerencial referente ao desempenho de fevereiro. No período, o FII registrou R$ 49,734 milhões em resultado, o que representa um crescimento de 56,38% em relação a janeiro, quando apurou R$ 31,802 milhões.
No geral, a receita total foi de R$ 60,2 milhões, alta de 40,71% na comparação mensal. Desse montante, a renda de locação respondeu por R$ 50,15 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 10,5 milhões.
A performance foi sustentada, principalmente, pela venda de cotas dos FIIs FIIB11 (Coinvalores) e GARE11 (Guardian Gestora), com impacto positivo equivalente a R$ 0,15 por cota.
Além disso, alguns inquilinos já haviam antecipado, anteriormente, o pagamento de aluguéis referentes a janeiro, o que também contribuiu para o desempenho do período.

HGLG11 mantém dividendos
Com o resultado, o HGLG11 anunciou a distribuição de R$ 1,10 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar dos últimos três anos.
O pagamento foi realizado em 13 de março, para investidores com posição em 27 de fevereiro, data de corte. O fundo planeja manter esse nível de distribuição ao longo do primeiro semestre de 2026 (1S26), segundo a gestão.
Vale destacar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de FIIs como o HGLG11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do segmento.
Status da carteira e estratégia
Em relação à carteira, o HGLG11 registrou a entrada da ABC Internacional em um ativo localizado em Guarulhos (SP), reduzindo a vacância física para 3,0%. Segundo a gestão, esse indicador pode atingir 4,0% até maio.
Já a alavancagem financeira ficou em 9,5% no encerramento do mês. Embora, ao considerar também a dívida estruturada via SPE, o indicador sobe para 11,2%.
Em fevereiro, o fundo seguiu acompanhando sua estrutura de capital, desenhada para sustentar a expansão do portfólio sem comprometer a solidez, processo que permanece sob monitoramento ativo da gestão.
No período, o foco esteve na substituição de ativos, como FIIs e CRIs que carregavam custo médio mais elevado, por alternativas mais alinhadas às condições atuais de mercado. A estratégia busca reforçar a liquidez sem gerar impactos relevantes sobre o resultado recorrente.
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