O fundo imobiliário XPLG11, sob gestão da XP Vista, divulgou nesta segunda-feira (8) seu relatório gerencial referente ao mês de maio. No período, o FII registrou resultado de R$ 44,962 milhões, o que representa uma alta de 30,38% em relação ao mês anterior, quando apurou R$ 34,484 milhões.
No geral, a receita total do fundo alcançou R$ 54,447 milhões, impulsionada principalmente pelas receitas de locação, responsáveis por R$ 43,554 milhões do montante. Em paralelo, as despesas operacionais, imobiliárias e financeiras somaram R$ 9,484 milhões.

Anúncio de dividendos
Diante do desempenho, o XPLG11 anunciou a distribuição de R$ 0,82 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar dos últimos 16 meses. O pagamento está previsto para 15 de junho.
Terão direito aos proventos, os investidores que estiveram posicionados no fundo em 29 de maio, data de corte. A partir de 30 de maio, as cotas passaram a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Com base na cotação de R$ 97,00 no fechamento de maio, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo corresponde a 0,84%. Já o retorno anualizado é de aproximadamente 10,14%.
Em soma, o NE Logistic FII, veículo integralmente detido pelo XPLG11, encerrou o período com resultado acumulado em caixa e ainda não distribuído equivalente a R$ 0,95 por cota.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o XPLG11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.
Portfólio do XPLG11
Atualmente, o portfólio do XPLG11 é composto por 31 condomínios logísticos, além de 330 módulos e anexos performados, um ativo em construção e cerca de 1,715 milhão de metros quadrados de área construída. A carteira conta com 94 locatários, reforçando a diversificação das receitas do fundo.
No encerramento de maio, a vacância física ficou em 8,1%, enquanto a vacância financeira encerrou o período em 3,9%.
Ademais, a inadimplência registrada no mês correspondeu a 5,9% da receita mensal de locação, envolvendo seis locatários. Segundo a gestão, a maior parcela está relacionada à Mobly, responsável por 3,1 pontos percentuais.
A companhia integra o grupo econômico Toky, que recentemente entrou com pedido de recuperação judicial. De acordo com o fundo, foram realizadas notificações sobre os valores em aberto e as tratativas para recebimento dos débitos seguem em andamento.
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