O fundo imobiliário XPLG11, com gestão da XP Vista, divulgou seu balanço mensal referente a março nesta quarta-feira (08), no qual registrou resultado de R$ 33,22 milhões, uma leve redução de 2,45% em relação ao mês anterior, quando apurou R$ 34 milhões.
O desempenho é proveniente da receita total de R$ 42,44 milhões no período, sustentada, principalmente, pelas locações, responsáveis por R$ 40 milhões do montante. Em paralelo, as despesas somaram R$ 9,21 milhões.

XPLG11 mantém dividendos
Com isso, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,82 por cota em dividendos, equivalente ao montante de R$ 33,442 milhões, mantendo o mesmo patamar dos últimos 14 meses.
O pagamento está previsto para 15 de abril, incluindo também os valores destinados aos recibos da 9ª emissão de cotas, para investidores que estiveram com posição no fechamento do pregão do dia 31 de março, data de corte.
Com base na cotação de R$ 100,59 no fechamento de março, o dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado do fundo é de 9,78%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o XPLG11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.
Ademais, o fundo mantém um resultado de caixa remanescente de R$ 1,38 por cota, ainda não distribuídos, por meio do NE Logistic FII, veículo integralmente detido pelo fundo.
De acordo com a gestão, o intuito é alinhar a distribuição de rendimentos ao fluxo de caixa ao longo do semestre, buscando maior previsibilidade nos pagamentos.
Movimentações na carteira
Em março, o XPLG11 realizou diversas devoluções, somando 10,7 mil metros quadrados em desocupação no ativo de Piracicaba, com a saída de dois inquilinos. Além de 1,9 mil metros quadrados no empreendimento Syslog RJ, referente a outro locatário.
Assim, a vacância física do portfólio atingiu 8,7%, enquanto a vacância financeira encerrou em 4,3%. No entanto, segundo o fundo, as áreas desocupadas já estão sendo ofertadas ao mercado, com esforços concentrados na recomposição da ocupação.
O XPLG11 mantém um perfil diversificado de locatários, com presença relevante de empresas ligadas ao varejo e ao comércio eletrônico. Além de uma ampla base de outros inquilinos menores, o que contribui para reduzir a concentração de receitas e mitigar riscos específicos.
9ª emissão de cotas
Atualmente, o fundo também se encontra em meio à sua 9ª emissão de cotas, com volume inicial previsto em R$ 1 bilhão.
Segundo a gestão, os recursos captados serão direcionados para novas aquisições para o portfólio. Porém, depende ainda da conclusão de diligências e do cumprimento de condições precedentes.
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