A Vale (VALE3) anunciou a inauguração de sua primeira usina com tecnologias avançadas de inteligência artificial (IA). Localizada em Itabira (MG), a unidade faz parte da estratégia de digitalização da companhia e deverá proporcionar um ganho de produtividade de 25% em menos de dois anos de operação piloto.
Segundo a mineradora, a nova planta terá capacidade para produzir 11,2 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, acima das 9 milhões de toneladas registradas em 2024.
Além disso, a estrutura combina automação avançada, monitoramento em tempo real e inteligência de dados para otimizar mais de 400 variáveis do processo de beneficiamento de minério.
A companhia também informou que o projeto ampliou em 40% a participação do pellet feed de redução direta e melhorou a recuperação mineral, contribuindo para elevar a eficiência operacional.

Estrutura da nova unidade
A nova usina da Vale (VALE3) conta com mais de 100 câmeras e cerca de 7.300 instrumentos automatizados distribuídos pela planta.
Além disso, sensores e sistemas de análise online do teor do minério permitem ajustes imediatos durante a operação, reduzindo perdas e aumentando a eficiência do processo.
Como resultado, o teor de ferro presente nos rejeitos caiu 26% em 2026, segundo dados divulgados pela mineradora.
“A usina modelo é mais do que um projeto: representa uma nova forma de operar, baseada na aplicação de tecnologias avançadas que redefinem os padrões de eficiência, sustentabilidade e competitividade da mineração”, disse o vice-presidente de Operações da Vale, Carlos Medeiros.
“O programa Usina Modelo integra tecnologias e uma governança robusta de processos, criando um ambiente mais seguro, previsível e eficiente, com pessoas altamente capacitadas”, acrescentou.
Vale (VALE3) amplia sustentabilidade
Outro benefício destacado pela companhia foi a redução das intervenções manuais na operação, o que contribui para o aumento da segurança dos trabalhadores por meio da operação remota de equipamentos e do monitoramento centralizado.
O projeto envolveu a implementação de 51 soluções voltadas à eliminação de gargalos operacionais e à melhoria da produtividade.
Além dos ganhos operacionais, a iniciativa também reforça a estratégia da Vale de desenvolver operações mais sustentáveis. Atualmente, cerca de 92% da água utilizada na usina é recirculada, reduzindo a necessidade de captação de novos recursos hídricos.
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