As ações do Nubank (ROXO34) são negociadas a R$ 10,10 nesta quarta-feira (10), o que representa uma queda de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No acumulado de 2026, os papéis do banco digital registram desvalorização superior a 30%.
O desempenho contrasta com o observado no ano passado, quando o mercado acompanhava uma sequência de resultados consistentes e as ações eram negociadas em níveis considerados atrativos.
Apesar da forte correção, o Itaú BBA avaliou, em relatório divulgado nesta quarta-feira, que o atual momento representa uma oportunidade de entrada para investidores.

Itaú BBA analisa a queda das ações
Segundo a equipe de analistas do BBA, as ações do Nubank são negociadas atualmente com um desconto de aproximadamente 38% em relação à média histórica.
Além disso, o Itaú BBA destaca que, caso o papel tivesse acompanhado o desempenho do índice Nasdaq, estaria próximo de US$ 17, representando uma diferença relativa de cerca de 31%.
Na avaliação dos analistas, o desempenho negativo das ações é proveniente de fatores que pressionaram a percepção do mercado ao longo dos últimos meses.
O BBA cita os desafios relacionados à expansão da companhia nos Estados Unidos, a correção das ações ligadas à inteligência artificial em fevereiro, o aumento das despesas no quarto trimestre de 2025 (4T25) e as preocupações com a evolução da carteira de crédito após os resultados do primeiro trimestre.
Além disso, a transição no cargo de CFO, anunciada em junho, também gerou ruídos entre os investidores.
Projeção para o Nubank (ROXO34)
Apesar dos desafios recentes, o Itaú BBA reiterou sua recomendação de compra para as ações ROXO34, com preço-alvo de US$ 18, o que representa um potencial de valorização de cerca de 52% em relação ao último fechamento.
De acordo com os analistas, a melhora operacional esperada para os próximos trimestres deve contribuir para a recuperação da confiança do mercado. A instituição acredita que o Nubank possui condições para ampliar suas margens financeiras ajustadas ao risco ao longo de 2026.
Além disso, o banco projeta que a expansão do lucro bruto será suficiente para compensar o crescimento das despesas administrativas previstas para o período.
Para 2026, o Itaú BBA estima que o lucro líquido do Nubank alcance US$ 4,2 bilhões, o que representa um crescimento de 46% na comparação anual. A projeção também indica um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 30%, ligeiramente acima da estimativa anterior de US$ 4 bilhões em lucro.
“Essa sequência de crescimento dos lucros e de cumprimento dos indicadores de desempenho de crédito deve ajudar a reduzir o desconto de valuation observado atualmente nas ações”, afirmam os analistas.
Em soma, o relatório destaca que o Nubank continua ganhando participação de mercado no segmento de cartões de crédito voltado para a classe média, sinalizando que os ajustes de limite e a estratégia comercial implementada para 2025 vêm apresentando resultados positivos.
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