As ações da TIM (TIMS3) fecharam em alta nesta segunda-feira (27), após a empresa de telefonia e internet divulgar seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26), com lucro líquido de R$ 1,03 bilhão, o que corresponde à alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025 (2T25).
Em paralelo, a receita líquida avançou 5,5%, para R$ 6,965 bilhões, enquanto o Ebitda normalizado cresceu 7%, para R$ 3,586 bilhões.
Assim, os papéis TIMS3 encerraram as negociações desta segunda-feira com avanço de 0,14% na Bolsa brasileira (B3), cotados a R$ 21,25.

O que sustenta a TIM?
Segundo a TIM, o resultado do 2T26 foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita de serviços, especialmente nos segmentos móvel, fibra e negócios.
No período, a receita de serviços subiu 5,7%, atingindo R$ 6,785 bilhões, enquanto a receita de telefonia fixa avançou 27%, impulsionada pela TIM Ultrafibra e pela consolidação da V8.Tech.
Já no segmento móvel, a receita de serviços cresceu 4,6%, com alta de 5% no ARPU (Receita Média por Usuário), para R$ 34,30. A base de clientes pós-pagos aumentou 6,8% em um ano, enquanto a base da TIM Ultrafibra expandiu 12,5%.
Em fibra e negócios, a receita de serviços, excluindo atacado, avançou 16,6% nos últimos 12 meses, para R$ 1,7 bilhão.
A empresa destaca que o avanço refletiu, principalmente, a consolidação dos ativos da V8.Tech e da I-Systems, parcialmente compensada pelo controle de custos.
Além disso, o fluxo de caixa operacional somou R$ 1,868 bilhão, alta de 8,7%, enquanto o fluxo de caixa operacional livre cresceu 10,1%, para R$ 1,242 bilhão. Os investimentos (capex) totalizaram R$ 935 milhões, avanço de 6% na comparação anual.
Despesas da companhia
As despesas operacionais da TIM somaram R$ 3,38 bilhões no segundo trimestre, alta de 4% na comparação anual. A companhia destacou ainda que essas despesas cresceram abaixo da inflação acumulada em 12 meses até junho.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 569 milhões, piora de 51,8% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Segundo a companhia, a queda decorre, principalmente, da base de comparação desfavorável do ano passado, quando foram registrados efeitos positivos extraordinários, além do aumento das despesas com juros de arrendamentos e dos impactos da consolidação da I-Systems.
Por fim, a companhia destacou o reposicionamento dos planos TIM Controle, o lançamento do TIM Ultracombo e a expansão das iniciativas em fibra, publicidade digital e soluções corporativas.
Além disso, a empresa lembrou que anunciou R$ 400 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) em junho.
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