Após as incertezas iniciados no mercado em 15 de julho, os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (23), aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações do Brasil e de outras economias investigadas por supostas falhas na proibição e fiscalização da entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.
A medida foi anunciada pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, por determinação do presidente norte-americano, Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o escritório do USTR, a investigação concluiu que as práticas adotadas por 60 países e economias no combate ao trabalho forçado configuram uma prática comercial considerada desleal e restritiva ao comércio norte-americano.

Tarifa dos Estados Unidos
Para a aplicação da medida, o governo norte-americano estruturou três faixas tarifárias.
Países que já adotam ou assumiram o compromisso de implementar restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, como Argentina, Canadá, México, Índia e Reino Unido, estarão sujeitos a uma tarifa de 10%.
Já determinados produtos provenientes da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Suíça serão tributados em 10% ou 12,5%, conforme a categoria do produto. As demais economias investigadas, entre elas o Brasil, passarão a enfrentar uma tarifa adicional de 12,5%.
Medida prevê exceções
Apesar da ampliação das barreiras comerciais, Trump determinou exceções para matérias-primas e produtos considerados estratégicos, cuja taxação possa comprometer o abastecimento dos Estados Unidos, gerar impactos econômicos relevantes ou não contribuir para os objetivos da medida.
Segundo a Casa Branca, a iniciativa faz parte da estratégia de reformulação da política comercial norte-americana. Para sustentar juridicamente as novas barreiras, o governo vem utilizando diferentes instrumentos previstos na legislação comercial dos EUA.
As investigações envolvendo países como o Brasil foram abertas em março deste ano e incluíram audiências públicas, consultas com governos estrangeiros e a análise de milhares de manifestações antes da decisão final anunciada nesta quinta-feira.
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