As ações da WEG (WEGE3) operam em queda nesta quinta-feira (23), após avançarem mais de 9% no pregão anterior com a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Agora, o mercado acompanha os possíveis impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
As tarifas adicionais de 25% entraram em vigor na quarta-feira (22) e atingem parte das exportações brasileiras. Porém, produtos considerados estratégicos para a economia americana, como carne bovina, café e aeronaves, ficaram de fora da medida.
Por volta das 15h23 (horário de Brasília), os papéis WEGE3 apresentavam desvalorização 3,92%, negociados a R$ 44,91.

WEG avalia impacto das tarifas
Durante a teleconferência de resultados, o vice-presidente administrativo-financeiro da companhia, André Rodrigues, afirmou que a nova tributação poderá gerar impactos sobre a margem consolidada da empresa.
“De qualquer maneira, todo mundo aqui na WEG continua trabalhando para mitigar esses impactos, utilizando a diversificação do footprint global da companhia e avaliando a estratégia comercial conforme for necessário para esse efeito de mitigação”, destacou Rodrigues.
Segundo a companhia, uma das principais estratégias para reduzir os efeitos das tarifas tem sido a redistribuição da produção entre Brasil, México e Estados Unidos, além de ajustes contínuos na política comercial.
Mercado e demanda
No cenário doméstico, os executivos destacaram que a valorização do real tende a reduzir o crescimento da receita quando convertida para a moeda brasileira.
No mercado externo, porém, a avaliação segue positiva. O diretor de Finanças e Relações com Investidores, André Salgueiro, afirmou que a demanda permanece aquecida, principalmente nos segmentos industriais e de transmissão e distribuição de energia.
Segundo o executivo, a companhia continua registrando uma boa entrada de pedidos para equipamentos de ciclo longo, o que reforça a perspectiva positiva para os próximos trimestres.
Balanço da WEG no 2T26
No segundo trimestre de 2026, a WEG registrou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão, uma queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas avanço de 7% frente ao primeiro trimestre.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 2,21 bilhões, com retração anual de 2,1%, mas crescimento de 5,2% na comparação trimestral.
Em paralelo, a margem Ebitda ficou em 21,8%, redução de 0,3 ponto percentual (p.p.) na comparação anual. Já o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) atingiu 33,6%, alta de 0,7 p.p. em relação ao mesmo período de 2025.
Por fim, a receita operacional líquida somou R$ 10,14 bilhões, queda de 0,6% na comparação anual, mas avanço de 7,1% frente ao trimestre anterior.
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