As primeiras apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em relação à taxa básica de juros (Selic), começaram a ser divulgadas. Na perspectiva do mercado, o órgão pode interromper a sequência de cortes da Selic em novembro.
De acordo com levantamento da Bolsa brasileira (B3), divulgado nesta quinta-feira (29), os contratos de opções negociados indicam 63,1% de probabilidade de o Banco Central manter a Selic em 13,75% ao ano.
Os dados consideram os preços de referência dos contratos no fechamento de segunda-feira (26) e antecedem a reunião marcada para os dias 3 e 4 de novembro. Embora a manutenção seja o cenário predominante, o mercado ainda atribui uma probabilidade relevante a uma nova redução.
Atualmente, a Selic está em 15,75% ao ano. Dessa forma, um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), que levaria a taxa para 13,50%, aparece com 28% de probabilidade. Já uma redução de 0,50 p.p., para 13,25%, representa 4,2% das apostas.

Taxa Selic em novembro
Após a última decisão, em 16 de setembro, quando manteve a taxa Selic após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, o Copom sinalizou que a magnitude total do ciclo de flexibilização, incluindo novembro, dependeria dos próximos dados econômicos.
“O Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o comunicado.
Entre os fatores de atenção estavam a desancoragem das expectativas de inflação, os possíveis efeitos dos preços do petróleo, a resistência da inflação de serviços, o câmbio depreciado e os estímulos ao consumo.
Assim, para o primeiro trimestre de 2028 (1T28), atual horizonte relevante da política monetária, o Copom projeta inflação de 3,2%.
Ademais, em relação à última reunião do ano, prevista para ocorrer entre os dias 8 e 9 de dezembro, as expectativas para a Selic aparecem mais dispersas nas opções da B3.
Os participantes do mercado se dividem entre projeções de cortes de 0,25 p.p., 0,50 p.p. e 0,75 p.p.. As apostas em aumentos da mesma magnitude também estão distribuídas entre essas possibilidades.
Até 27 de outubro, porém, a manutenção da taxa ainda aparecia à frente, concentrando 47,5% das apostas.
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