As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam em alta nesta quinta-feira (10), em meio ao forte desempenho do petróleo, impulsionado pela aversão ao risco no exterior e pelo baixo fluxo, o que dá maior fôlego ao Ibovespa (Ibov).
Por volta das 15h25 (horário de Brasília), os papéis preferenciais PETR4 tinham alta de 1,65%, a R$ 49,22, liderando a ponta positiva do Ibov, enquanto as ações ordinárias PETR3 registravam ganhos de 1,81%, a R$ 54,66.
Em paralelo, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), o Ibovespa, avançava 1,19%, aos 187.805 pontos.

Avanço do petróleo com conflitos
Nesta quinta-feira, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro registrou alta de 5,58%, a US$ 106,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. O preço atingiu o maior nível desde o final de julho pelo quarto dia consecutivo.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro subiu 5,79%, a US$ 101,61 o barril.
A alta nos preços da commodity ocorre enquanto a agência Fars informa que moradores das áreas da costa marítima de Jask, no sul do Irã, relataram ter ouvido barulhos de explosão.
Na véspera (09), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) tenha atingido dois destróieres da Marinha americana no Oriente Médio.
Diante dos ataques, a IRGC afirmou que estabelecerá uma zona marítima restrita que partirá da região iraniana de Chabahar e avançará por partes do Golfo de Omã e do Mar Arábico. Segundo o grupo, qualquer embarcação que atravesse a área ficará sujeita a sanções.
Petrobras e medidas do governo
Além dos conflitos no Oriente Médio, o radar dos investidores brasileiros também esteve voltado para a decisão da Petrobras de deixar de aplicar, a partir de hoje, o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A, com o fim da Medida Provisória da subvenção dos combustíveis.
Nesta quarta-feira, o Governo Federal anunciou um novo pacote de combustíveis, que inclui entre as medidas a redução de R$ 0,63 por litro de gasolina dos impostos PIS/Cofins, de R$ 0,19 por litro de etanol e de R$ 1,00 por litro de diesel.
Segundo o BTG Pactual, as medidas protegem a política de precificação e o arcabouço de governança da Petrobras, ao mesmo tempo em que sustentam maior rentabilidade, de aproximadamente US$ 3,4 bilhões em receitas adicionais, caso as medidas sejam mantidas até o final do ano.
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