O fundo imobiliário PCIP11, sob gestão da Pátria VBI-Asset, divulgou seu relatório gerencial referente ao desempenho de junho, registrando resultado de R$ 18,9 milhões, o que representa uma alta de 147% em relação a maio, quando o fundo apurou R$ 7,766 milhões.
No período, a receita total somou R$ 3,887 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,217 milhão.
Com o desempenho registrado, o PCIP11 distribuiu R$ 1,07 por cota em dividendos, 20,22% superior ao pagamento anterior. Os proventos foram pagos em 15 de julho, para os investidores com posição em 8 de julho, data de corte.
Como o resultado distribuível superou o montante pago aos cotistas, o fundo elevou sua reserva acumulada para R$ 0,61 por cota ao final de junho, fortalecendo sua capacidade de sustentar futuras distribuições.
Considerando a cotação de R$ 78,50 no encerramento de junho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de aproximadamente 1,36%, enquanto o rendimento anualizado alcançou 16,4%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o PCIP11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.

PCIP11 reforça investimentos
Ao final de junho, o PCIP11 mantinha 94% do patrimônio líquido alocado, sendo 86,6% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e operações estruturadas.
Segundo a gestora, essa parcela da carteira apresenta rendimento médio de 16,6% ao ano, equivalente a IPCA + 10,8% ao ano, prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 2,1% ao ano.
Durante o mês, o fundo ampliou posições em dois ativos. O CRI Swiss Park, com aporte adicional de R$ 7,1 milhões, remunerado a IPCA + 10,0% ao ano, e o CRI Visconde, com R$ 5,5 milhões, com remuneração de IPCA + 13,0% ao ano.
Por outro lado, o fundo imobiliário encerrou sua posição no CRI KeyCash Sênior, no montante de R$ 5,6 milhões.
Diversificação da carteira
A carteira do PCIP11 é composta por 81 CRIs e cinco operações estruturadas. Atualmente, 93% dos ativos estão indexados ao IPCA, enquanto 4% acompanham o CDI, 3% o IGP-M e apenas 1% possui remuneração prefixada.
No consolidado, o portfólio apresenta yield nominal de 16,2% ao ano, equivalente a IPCA + 10,5%, com prazo médio de 3,3 anos.
Em relação à diversificação da carteira, o fundo mantém exposição a 15 segmentos imobiliários. O maior peso está no varejo, que representa 20% dos ativos, seguido pelas operações pulverizadas (15%), financiamento à construção (13%), logística (10%), loteamentos (9%), shoppings (8%) e educacional (7%).
Já na distribuição geográfica, São Paulo concentra 40% da carteira de CRIs. Além disso, o PCIP11 mantém uma posição oportunística em oito FIIs de crédito, que representam 7,4% do patrimônio e entregam yield nominal de 16,3% ao ano.
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