O fundo imobiliário PCIP11, sob gestão da Pátria-VBI Asset, anunciou a distribuição de R$ 0,89 por cota em dividendos, o que representa um aumento de 6,25% em relação ao mês anterior, quando havia pago R$ 0,80 por cota. Além disso, o valor atual marca o maior patamar dos últimos seis meses.
Segundo o comunicado, o pagamento está previsto para 18 de maio, considerando a posição dos investidores em 11 de maio, data de corte. A partir de 12 de maio, as cotas passam a ser negociadas na condição ex-direito.
Ademais, com base na cotação de R$ 85,71 no fechamento de abril, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de aproximadamente 1,04%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do PCIP11 para investidores que buscam renda passiva.

Recente desempenho do PCIP11
Embora os dividendos tenham como referência o desempenho de abril, o relatório gerencial mais recente ainda não foi divulgado. Em março, no entanto, o fundo registrou retorno mensal positivo de 1,3%, acumulando alta de 3,6% no ano até aquele momento.
Segundo dados do próprio fundo, desde o início das atividades a rentabilidade acumulada atingiu 96,1%, equivalente a 11,0% ao ano. No mesmo período, o IFIX acumulou 44,8%, enquanto o CDI avançou 81,0%.
Ainda em março, o PCIP11 apurou R$ 19,15 milhões em resultado distribuível, equivalente a R$ 1,13 por cota. Desse total, R$ 14,46 milhões, ou R$ 0,85 por cota, foram distribuídos em 16 de abril. A diferença contribuiu para elevar a reserva acumulada para R$ 0,68 por cota.
Status da carteira
Dessa forma, a carteira do PCIP11 encerrou março com 96,2% do patrimônio líquido alocado. Desse total, 88,6% estavam concentrados em CRIs (105 operações) e estruturas estruturadas (4 operações), com rentabilidade média ponderada de 16,6% ao ano, equivalente a IPCA + 10,4% ao ano.
Além disso, o fundo apresentou prazo médio de 3,4 anos e spread médio de 2,5% ao ano, segundo o relatório.
Em paralelo, a gestão realizou reciclagem ativa do portfólio, zerando posições em CRIs como TRX GPA (R$ 4,4 milhões), Prevent Sênior (R$ 2,2 milhões), Socicam (R$ 4,5 milhões) e JSL (R$ 3,8 milhões), totalizando R$ 15 milhões em alienações, com impacto negativo de R$ 0,01 por cota.
Por outro lado, foram alocados R$ 45 milhões no CRI MRV Flex, à taxa de IPCA + 11,17% ao ano, e R$ 5,6 milhões no CRI Creditas II Carteira IV Sênior B, à taxa de IPCA + 9,0% ao ano.
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