O preço do ouro encerrou as negociações em alta nesta sexta-feira (07), após a divulgação dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados mais fracos pelos investidores. Assim, o dólar e os títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, perderam força.
No acumulado da semana, a commodity apresentou valorização de 8,6%, o maior ganho semanal desde janeiro deste ano, em meio à perspectiva de acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
O UBS, maior banco suíço, estima que o ouro possa voltar a alcançar US$ 5 mil por onça no primeiro semestre de 2027 (1S27), de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira.

O que impulsionou o ouro?
Nesta sexta-feira, o mercado dos EUA reagiu ao relatório do payroll de julho, que indicou corte de 23 mil vagas de emprego, enquanto a mediana das Projeções Broadcast era de criação líquida de 80 mil vagas no período.
Além disso, os números dos meses anteriores também foram revisados para baixo. Dessa forma, o dólar à vista (USD/BRL) terminou as negociações a R$ 5,0836, com queda de 0,46%.
Enquanto no exterior, por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,39%, aos 99.543 pontos.
Diante desse cenário, o ouro ganhou impulso. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro encerrou em alta de 2,33%, a US$ 4.399,7 por onça-troy.
Visão dos analistas
Para a consultoria Capital Economics, após a intervenção no iene na última semana, a possibilidade de o governo dos EUA exercer pressão sobre autoridades estrangeiras para que evitem vender ativos denominados em dólares pode ter aumentado a atratividade de manter ativos alternativos.
“Sustentamos há muito tempo a visão de que a demanda dos bancos centrais constituiria uma fonte significativa e constante de procura, sustentando os preços do ouro acima de sua tendência de longo prazo”, reforçou a consultoria.
“Isso não decorre necessariamente de um movimento de desdolarização, mas sim da atratividade do ouro em cenários de riscos fiscais, inflacionários e geopolíticos elevados”, completaram.
Vale lembrar que o payroll é a principal referência do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, para o mercado de trabalho.
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