O fundo imobiliário MCCI11, sob gestão da Mauá Capital, anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos, referente ao desempenho de maio. O valor mantém o mesmo patamar de pagamentos registrado pelo fundo nos últimos 10 meses consecutivos.
De acordo com o cronograma divulgado, o pagamento será realizado em 18 de junho. Terão direito aos proventos os investidores posicionados no fundo até 11 de junho, data de corte. A partir de 12 de junho as cotas passam a ser negociadas na condição ex-direito.
Com base na cotação de R$ 95,92 no fechamento de maio, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de aproximadamente 1,04%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o MCCI11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva atratividade do segmento.
Reserva do MCCI11
No fechamento de maio, o MCCI11 possuía R$ 0,11 por cota em reservas acumuladas, valor que poderá ser utilizado para complementar distribuições futuras e dar maior previsibilidade aos rendimentos pagos aos investidores.
Além disso, a gestão manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota para o primeiro semestre de 2026 (1S26), sinalizando expectativa de manutenção desse patamar ao menos até junho.
Carteira segue sem inadimplência
Durante maio, o fundo não registrou movimentações relevantes em seu portfólio. Segundo a gestora, todos os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) permanecem adimplentes, sem eventos negativos relevantes no período.
Atualmente, cerca de 98% dos recursos do fundo estão aplicados em ativos-alvo. A carteira reúne 27 CRIs e 20 fundos imobiliários. Do total, 77% está em CRIs, 12% em FIIs, 9% em alocação tática e 2% em caixa.
A composição mostra manutenção da estratégia focada em crédito imobiliário, com forte predominância de ativos indexados à inflação.
Na marcação a mercado, os ativos originalmente adquiridos a uma taxa média de IPCA + 8,5% ao ano aparecem atualmente precificados a IPCA + 9,3% na cota patrimonial.
Segundo a gestão, esse movimento reflete a elevação recente das taxas das NTN-Bs, títulos públicos indexados à inflação, o que impacta diretamente a precificação dos ativos de crédito imobiliário.
Atualmente, 95% da carteira de crédito do MCCI11 está indexada ao IPCA, com taxa média de IPCA + 9,2%, enquanto os ativos atrelados ao CDI representam 5% do portfólio, com remuneração média de CDI + 2,5%.
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