A Copa do Mundo Feminina está prevista para ocorrer no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com impacto previsto na atividade econômica do país por meio do turismo nas cidades que receberão os jogos.
A projeção ganhou força após a decisão do Ministério da Educação (MEC) de alinhar o recesso escolar de julho com o evento, permitindo que as famílias tenham disponibilidade para viajar durante o período.
A expectativa é de aumento na demanda por hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Porto Alegre.

Copa do Mundo Feminina 2027
A Copa do Mundo Feminina 2027 terá sua estreia no Maracanã, no dia 24 de junho, e contará com a seleção brasileira. A final do torneio, em 25 de julho, também será realizada no estádio carioca, que ainda receberá uma das semifinais. Como anfitrião, o Brasil será cabeça de chave do Grupo A.
No total, serão 32 seleções. Das 14 vagas ainda em disputa, sete virão das Eliminatórias da Europa e quatro serão definidas pela Concacaf. Uma repescagem intercontinental, com dez seleções, vai decidir as três últimas vagas.
Ademais, a repescagem terá uma fase preliminar, entre 24 de novembro e 5 de dezembro, com seis seleções: Taiwan, Uzbequistão, África do Sul, Gana, Equador e Papua Nova Guiné.
Para isso, cada equipe jogará três partidas, e as duas melhores se classificarão para a fase final, entre 23 de fevereiro e 6 de março. Venezuela, duas representantes da Concacaf e uma da Uefa entrarão diretamente nesta última fase, que decidirá as três classificadas para a Copa em confrontos diretos.
Impacto na atividade econômica
De acordo com um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pela Embratur, a estimativa é que a realização da Copa do Mundo Feminina gere um impacto de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira.
Além das oito cidades-sede, a movimentação também deve alcançar municípios das regiões metropolitanas e áreas de influência dos locais que receberão partidas. Assim, setores ligados ao turismo projetam aumento na procura por passagens, hotéis, restaurantes, bares e atrações de lazer.
Além disso, o efeito também deve alcançar pequenos negócios, comércio de rua e prestadores de serviços que atuam em regiões com maior circulação de visitantes durante o torneio.
No entanto, a reorganização do calendário é obrigatória apenas nas cidades-sede e nos municípios diretamente impactados pela realização dos jogos.
Dessa forma, os demais municípios do país ficam condicionados ao critério dos sistemas locais de ensino. Isso permite que cada rede avalie a necessidade de alterações de acordo com a realidade da região e o nível de influência da competição.
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