Com a vitória sobre o Japão na segunda-feira (29), o Brasil já garantiu US$ 15 milhões, cerca de R$ 77 milhões, em premiações na Copa do Mundo de 2026. Caso repita o desempenho no próximo confronto, contra a Noruega, a seleção brasileira elevará esse valor para US$ 19 milhões, equivalente a R$ 98 milhões.
No entanto, segundo levantamento divulgado pelo BTG Pactual Research, os impactos do torneio não se limitam apenas aos resultados dentro de campo. A pesquisa aponta que, tradicionalmente, durante os jogos da seleção brasileira, a Bolsa brasileira (B3) registra uma forte desaceleração nas negociações.
Para o estudo, foram analisadas 27 partidas do Brasil nas Copas do Mundo de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, sendo que em 20 dessas datas houve pregão na Bolsa brasileira. A conclusão foi que, nesses dias, o volume negociado no Ibovespa ficou abaixo da média registrada nos 21 pregões anteriores.
De acordo com os analistas Lucas Costa e Gabriela Sporch, a redução mediana no volume financeiro negociado chegou a 38,7%. Já na comparação com o pregão imediatamente anterior, a queda foi de aproximadamente 22,5%.

Efeitos nas negociações da B3
Apesar da redução no ritmo das negociações, o levantamento indica que o impacto parece atingir apenas a atividade dos investidores, sem alterar significativamente a direção do mercado.
Segundo o BTG, a mediana de desempenho do Ibovespa nos dias em que a seleção entra em campo ficou praticamente zerada, com metade dos pregões encerrando em alta e a outra metade em baixa.
Por outro lado, no dia seguinte às partidas, o mercado costuma reagir com recuperação relevante no volume financeiro negociado. Em média, o crescimento observado chega a 55,1% em relação ao dia do jogo.
Faturamento da Copa do Mundo
Enquanto os impactos se espalham pelo mercado financeiro, a própria competição também movimenta cifras recordes. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) revelou que irá distribuir US$ 727 milhões em prêmios e ajuda de custo às confederações participantes da FIFA World Cup 2026.
O montante equivale a cerca de R$ 3,7 bilhões e representa a maior premiação já registrada na história do torneio. Para comparação, em 2022, na Copa do Catar, quando 32 seleções disputaram o torneio, a premiação total por desempenho foi de US$ 440 milhões.
Apesar do valor final depender da campanha de cada seleção, todas as 48 equipes classificadas para a edição de 2026 receberam US$ 1,5 milhão em ajuda de custo.
Esse valor é destinado exclusivamente às despesas operacionais e de preparação das seleções e não faz parte da premiação por desempenho. Ao todo, esse auxílio representa cerca de US$ 62 milhões do total reservado pela FIFA.
Em comparação histórica, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002, recebeu cerca de US$ 8 milhões. Corrigido pela inflação, esse valor hoje seria equivalente a aproximadamente US$ 14 milhões.
Assim, mesmo tendo avançado apenas até as oitavas de final até o momento, a seleção brasileira já arrecadou mais nesta edição do que recebeu na campanha do título mundial em 2002.
Por fim, grandes eventos esportivos não movimentam apenas o futebol, mas também impactam mercados, empresas e o comportamento dos investidores.
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