O fundo imobiliário BTLG11, gerido pelo BTG Pactual, divulgou seu relatório gerencial referente a junho, no qual apurou resultado de R$ 55,521 milhões. O valor representa um crescimento de 24,07% em relação ao mês anterior, quando o fundo registrou R$ 44,75 milhões.
O desempenho foi impulsionado por uma receita total de R$ 36,265 milhões. No período, o resultado operacional líquido (NOI) somou R$ 34,683 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,582 milhão.
Diante desse desempenho, o fundo distribuiu R$ 0,81 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar dos últimos três meses. O pagamento foi realizado em 24 de julho para os investidores com posição em 15 de julho, data de corte.
Com base na cotação de R$ 102,33 no fechamento de junho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 0,79%, enquanto o rendimento anualizado correspondeu a 9,5%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o BTLG11 permanecem isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que aumenta a atratividade do segmento.

Reavaliação do portfólio
Em julho, o BTLG11 concluiu a reavaliação anual dos imóveis presentes em seu portfólio. Com isso, o valor dos ativos passou de R$ 5,15 bilhões para R$ 5,44 bilhões, o que representa uma valorização de 5,72%.
O movimento impactou diretamente o patrimônio líquido do fundo, que atingiu R$ 7,43 bilhões, equivalente a R$ 107,04 por cota.
Segundo a gestora, a valorização reflete a evolução operacional e comercial do portfólio, impulsionada principalmente pelos baixos índices de vacância e pelo crescimento das receitas imobiliárias.
Entre os destaques da reavaliação estão o BTLG Navegantes, que registrou valorização de 26,2%, e o BTLG Cajamar I, cujo contrato de locação foi renovado por mais dez anos, com reajuste de aproximadamente 20% no aluguel.
Já o BTLG Embu, por outro lado, apresentou desvalorização de 5%, influenciada pela vacância atual de 32% do empreendimento após a saída recente de um locatário que ocupava uma área relevante do imóvel.
Emissão do BTLG11
Recentemente, o BTLG11 também concluiu sua 16ª emissão de cotas, levantando R$ 1,81 bilhão por meio da emissão de 17,6 milhões de novas cotas, superando o volume inicialmente previsto.
Com a conclusão da oferta, a gestora passou a concentrar esforços na alocação dos recursos captados. Segundo o relatório, o fundo possui um pipeline robusto de oportunidades, formado por ativos em estágio avançado de diligência e negociação.
A expectativa é de que parte relevante desse capital seja destinada a novas aquisições nos próximos meses. As operações serão comunicadas ao mercado conforme forem concluídas.
Atualmente, o BTLG11 possui 34 imóveis em seu portfólio, que somam aproximadamente 1,4 milhão de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).
Com resultados operacionais, reavaliações patrimoniais e novas aquisições movimentando os fundos imobiliários, acompanhar apenas os dividendos pode não ser suficiente para tomar boas decisões.
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