O fundo imobiliário BTLG11, gerido pelo BTG Pactual, informou por meio de comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (13), que o valor unitário de emissão das novas cotas de sua 16ª oferta pública será mantido em R$ 102,51.
Segundo o documento, não haverá atualização do valor inicialmente definido para a emissão, apesar da possibilidade prevista no prospecto da oferta. Dessa forma, os investidores interessados em participar da captação seguirão pagando o preço originalmente estabelecido pela gestão.

16ª emissão de cotas do BTLG11
O BTLG11 havia anunciado sua 16ª emissão de cotas em 24 de abril, com o objetivo de captar inicialmente R$ 1,6 bilhão, em meio ao atual ciclo de expansão operacional do fundo.
No total, serão ofertadas 15.609.757 novas cotas, já considerando o valor unitário de R$ 102,51, incluindo os custos de distribuição. Além disso, a oferta poderá contar com emissão adicional de até 25% do volume inicialmente previsto, elevando a captação potencial para mais de R$ 2 bilhões.
De acordo com o fato relevante, os recursos obtidos serão destinados conforme a política de investimentos do fundo, embora ainda não tenham sido detalhados os ativos específicos que poderão receber os novos aportes.
Aquisição bilionária
Recentemente, o BTLG11 concluiu o pagamento da parcela final, no valor de R$ 661 milhões, referente à aquisição de um portfólio de 13 ativos logísticos, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 1,76 bilhão.
Os imóveis estão majoritariamente localizados no estado de São Paulo e somam cerca de 541 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).
Além disso, a movimentação reforçou a estratégia de expansão do fundo no segmento logístico, um dos mais acompanhados pelos investidores da indústria de fundos imobiliários.
Reajustes nos contratos
Em paralelo, o BTLG11 também apresentou melhora operacional nos últimos meses. Segundo relatórios gerenciais recentes, o fundo realizou renegociações contratuais com reajustes positivos em diferentes ativos do portfólio.
Entre os destaques, está o reajuste de aproximadamente 20% no ativo Cajamar I, além de aumento de 25% em contrato relevante no imóvel Mauá. Já em Louveira, a revisão contratual gerou ganho real de 17%, enquanto em Ribeirão Preto foi registrada uma nova locação com aluguel 43% superior ao contrato anterior.
Com isso, a vacância financeira do fundo recuou para cerca de 2,6%, patamar considerado baixo para FIIs do segmento logístico.
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