O mercado de fundos imobiliários registrou em maio a maior entrada líquida mensal de investidores de sua história. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pela Bolsa brasileira (B3), o segmento adicionou aproximadamente 38 mil novos cotistas no período.
O avanço ocorre em um cenário de juros elevados, que mantém a renda fixa competitiva, mas também amplia o interesse dos investidores por alternativas capazes de gerar renda recorrente e exposição ao mercado imobiliário sem a necessidade de aquisição direta de imóveis.
Além disso, os FIIs seguem atraindo investidores pela possibilidade de diversificação patrimonial e pela isenção de imposto de renda sobre dividendos para pessoas físicas.
Em abril, a base total de investidores do segmento era de aproximadamente 3,171 milhões de cotistas. Com o avanço registrado em maio, o número apresentou crescimento mensal de 1,2%, ultrapassando a marca de 3,2 milhões de investidores.

Pessoas físicas lideram o mercado
Segundo o levantamento da B3, a maior parte dos investidores em fundos imobiliários continua sendo composta por pessoas físicas, grupo que também concentra parcela relevante do patrimônio investido e do volume negociado diariamente no mercado secundário.
A expansão da base de investidores também reflete o crescimento da educação financeira no Brasil e o aumento do acesso a informações sobre o mercado de capitais, movimento que ganhou força a partir do período da pandemia.
Com mais de 3,2 milhões de investidores, os fundos imobiliários seguem consolidando posição como um dos principais segmentos da renda variável.
A evolução mensal demonstra que, mesmo em um ambiente econômico desafiador e com juros elevados, os FIIs continuam ampliando sua presença nas carteiras dos investidores brasileiros.
Volume dos fundos imobiliários
Além do crescimento expressivo na base de cotistas, o mercado de fundos imobiliários também apresentou desempenho positivo em termos de movimentação financeira.
Mesmo diante de um cenário em que diversos fundos seguem negociados com desconto em relação ao valor patrimonial, o segmento movimentou aproximadamente R$ 10,5 bilhões em maio, segundo os dados da B3.
Já o volume médio diário ficou próximo de R$ 527 milhões, reforçando o elevado nível de liquidez observado no mercado secundário.
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