O fundo imobiliário BRCO11, sob gestão da Bresco, divulgou seu relatório gerencial referente ao desempenho operacional de junho. No período, o FII registrou resultado de R$ 12,364 milhões, uma queda de 29,8% em relação ao mês anterior, quando havia apurado R$ 17,619 milhões.
No geral, a receita total do fundo em junho alcançou R$ 22 milhões, com redução de aproximadamente R$ 200 mil na receita imobiliária, enquanto as despesas somaram R$ 9,658 milhões.
As despesas com propriedades foram impactadas principalmente pela vacância dos ativos Bresco Canoas e Bresco Resende, além dos custos relacionados ao IPTU do imóvel Bresco Viracopos.
Já as despesas financeiras incluem o financiamento utilizado para a aquisição dos empreendimentos Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.

Aumento dos dividendos
Apesar da redução no resultado operacional em junho, o BRCO11 elevou a distribuição de dividendos realizada em julho, referente ao desempenho do fundo no mês anterior.
Em 14 de julho, o fundo distribuiu R$ 1,05 por cota aos cotistas, representando uma alta de 10,5% em relação ao pagamento anterior, de R$ 0,95 por cota.
Considerando a cotação de fechamento de R$ 114,65, o pagamento corresponde a um dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado de 11,0%. Segundo o relatório gerencial, o fundo distribuiu em junho o equivalente a 153% do lucro caixa registrado no período.
Mesmo com a distribuição acima do resultado mensal, o BRCO11 conta com uma reserva acumulada de resultados não distribuídos de R$ 29,1 milhões, equivalente a R$ 1,62 por cota, oferecendo maior flexibilidade para a manutenção da política de rendimentos.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o BRCO11 permanecem isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, aumentando a atratividade do segmento.
BRCO11 expande portfólio
Atualmente, o portfólio do BRCO11 é composto por 14 ativos logísticos, que totalizam aproximadamente 591 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), com potencial de expansão de até 15%, segundo a gestão.
Do total da área locável, cerca de 23% da ABL está localizada em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo, uma das regiões logísticas mais estratégicas do país.
Além disso, 13 dos 14 imóveis do fundo possuem especificações técnicas classificadas como padrão A+, característica que aumenta a competitividade dos ativos diante da demanda por galpões logísticos modernos.
No acumulado do ano, a receita contratada representa mais de R$ 218 milhões do caixa do fundo, sendo que 71% desse montante é proveniente de ativos classificados como last mile, voltados para operações próximas aos grandes centros consumidores.
Ademais, a vacância física consolidada do portfólio encerrou junho em 7,4%, nível considerado administrável pela gestão diante do perfil dos ativos e da estratégia do fundo.
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