Em meio à incerteza econômica, investidores questionam qual é o melhor momento para investir e assumir riscos. A resposta, para muitos analistas, pode estar nos ciclos econômicos.
De acordo com o conceito criado por Samuel Benner, em Ohio, nos Estados Unidos, ainda em 1875, os movimentos da economia são divididos em diferentes fases. Assim, compreender esses ciclos torna-se fundamental para a análise de mercado e a tomada de decisões estratégicas.
Essa teoria de Benner impressiona investidores até hoje. Inicialmente, o objetivo do fazendeiro era entender o melhor momento para vender produtos como algodão, feno e milho, mas o estudo acabou gerando um conceito que permanece relevante até os dias atuais.
Ciclos econômicos
Segundo a teoria de Benner, os ciclos econômicos representam as flutuações da atividade econômica ao longo do tempo, alternando períodos de expansão e recessão.
Nesse sentido, a teoria é utilizada para antecipar momentos de crescimento e retração, com base em padrões repetitivos observados no mercado financeiro e no desempenho de diferentes setores da economia.
No estudo intitulado “Profecias de Benner: Futuros altos e baixos nos preços” (1875), o autor definiu três ciclos principais. O primeiro indica que os preços do milho e do suíno seguem um ciclo de 11 anos, com picos alternados a cada cinco e seis anos. Em seguida, os preços do algodão também apresentariam ciclos de 11 anos. Por fim, o preço do ferro-gusa seguiria um ciclo mais longo, de 27 anos, com pontos baixos e picos distribuídos ao longo do período.

Ao aplicar essa lógica ao mercado financeiro, as fases podem ser interpretadas como anos de pânico, quando investidores compram ou vendem ativos de forma irracional, levando a fortes altas ou quedas. Posteriormente, surgem os tempos bons, marcados por preços elevados e considerados momentos favoráveis para negociar ações, fundos imobiliários e outros ativos.
Por fim, aparecem os anos desafiadores, quando estoques, produtos e ativos adquiridos são mantidos até que a economia volte a entrar em um novo ciclo de prosperidade, momento ideal para realização de lucros.
Onde está o mercado atualmente?
De acordo com analistas, o mercado vive atualmente uma fase de transição, na qual o apetite por risco tende a ser mais recompensador do que a cautela excessiva. O cenário sugere uma recuperação após um período de tensão e incertezas, embora ainda existam desafios relevantes pela frente.
As oportunidades podem estar concentradas em ativos de maior risco, como ações de empresas emergentes ou setores cíclicos. Enquanto alguns investidores enxergam o momento como propício para se posicionar, outros alertam que a espera prolongada pode resultar na perda de boas oportunidades.
Em períodos de instabilidade, a diversificação segue como uma ferramenta essencial para redução de riscos. Ao mesmo tempo, a análise contínua dos ciclos econômicos permite ajustes estratégicos conforme a economia avança para sua próxima fase.
Ciclos de Benner no futuro do mercado
De acordo com os Ciclos de Benner, o fim de 2025 pode marcar um novo pico de abundância. Nesse cenário, a recomendação seria vender ativos acumulados a partir de 2022.
Ainda segundo a teoria, a economia tende a enfraquecer em 2032, voltando a apresentar força em 2034. Já os anos de 2035 e 2056 são apontados como períodos potencialmente mais críticos do ponto de vista econômico.
Vale destacar que os ciclos econômicos vão além de previsões teóricas. Eles funcionam como ferramentas de tomada de decisão. Para quem consegue interpretar suas dinâmicas e aplicar as lições do passado, o mercado segue oferecendo novas oportunidades.
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