O fundo imobiliário RBVA11, sob gestão da Rio Bravo, informou nesta quinta-feira (22) a rescisão do contrato de locação com o Santander, em meio ao processo de reorganização do portfólio. Com a devolução do imóvel, o fundo tem R$ 1,49 milhão a receber.
Do montante, R$ 1,2 milhão corresponde à indenização para recomposição do espaço, enquanto R$ 291 mil são referentes à multa contratual.
Com a rescisão, o RBVA11 pretende comercializar as áreas vagas e recuperar o potencial de geração de receita dos ativos. Em setembro de 2026, o fundo registrou resultado de R$ 13,85 milhões.

Devolução do imóvel pelo Santander
A operação envolve um imóvel localizado na Rua Floriano Peixoto, em Fortaleza (CE). O empreendimento foi devolvido em 15 de setembro e, após a saída do antigo locatário, a gestão iniciou o processo de comercialização do espaço. Até o momento, porém, não informou a assinatura de um novo contrato.
Com a desocupação, a vacância física do RBVA11 subiu de 8,3% em agosto para 9,7% em setembro, conforme divulgado no relatório gerencial do fundo.
No fechamento de setembro, o portfólio contava com 74 imóveis e aproximadamente 299,8 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).
O aumento dos espaços desocupados amplia o desafio comercial da gestão, especialmente em um cenário no qual parte das receitas depende da retomada das locações.
RBVA11 busca redução da vacância
Diante desse cenário, o fundo mantém negociações para ocupar diferentes imóveis de seu portfólio. A velocidade na busca por novos locatários é relevante para avaliar a recuperação da receita de locação associada aos ativos.
Entre as negociações recentes, está a do ativo Liberdade, que teve contratos assinados durante o processo de desocupação pelo antigo locatário. Já o imóvel de Recife conta com uma proposta aprovada, enquanto o Mateo Bei avançou para a etapa de elaboração da minuta contratual.
Além disso, a gestão registrou tratativas em andamento em Santo André e no imóvel Paes Leme. A estratégia de gestão ativa inclui ainda a reciclagem do portfólio, com a venda de ativos e o recebimento parcelado dos valores negociados.
No primeiro semestre de 2026, o fundo realizou cinco novas locações, cujos efeitos positivos ainda tendem a aparecer gradualmente, segundo a gestão.
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