O fundo imobiliário VPPR11, sob gestão da V2 Investimentos, anunciou nesta segunda-feira (23) a aprovação de sua 3ª emissão de cotas, com captação de até R$ 185,9 milhões, por meio da emissão de até 8.559.202 novas cotas.
Segundo o comunicado, as cotas terão valor unitário de R$ 21,03, acrescido de um custo de distribuição de R$ 0,69 por unidade, totalizando R$ 21,72 por nova cota emitida. A gestão informa que o preço de emissão foi definido com base no valor de mercado do VPPR11 entre 19 de março e 27 de julho de 2026.
Além disso, a oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, realizada pelo regime de melhores esforços e seguirá o rito de registro automático previsto na Resolução CVM 160.
Dessa forma, não será necessário atingir o volume máximo anunciado. Por outro lado, há uma captação mínima de R$ 34.999.998,96 para que a oferta seja mantida. Caso não alcance esse montante, a operação não poderá prosseguir nos termos previstos.

3ª emissão de cotas do VPPR11
Para quem já está posicionado no VPPR11, haverá direito de preferência. De acordo com o cronograma, a data de corte para identificar os cotistas com esse direito está programada para 27 de agosto, enquanto o período para exercício começa em 31 de agosto.
Já o prazo para encerramento na Bolsa brasileira (B3) está previsto para 11 de setembro, e o exercício do direito junto ao escriturador poderá ser realizado até 14 de setembro, mesma data prevista para a liquidação do direito de preferência.
Não haverá direito à subscrição de sobras ou de montante adicional pelos cotistas que participarem dessa etapa. O fator de proporção será de 116,99018516653%.
Após o exercício da preferência pelos atuais cotistas, eventuais cotas remanescentes poderão ser colocadas junto a investidores profissionais.
O que será feito com os recursos?
Segundo o fato relevante, a integralização das cotas poderá ocorrer à vista, em moeda corrente, ou por meio de imóveis ou direitos relativos a imóveis, conforme as condições da oferta.
Além disso, embora não sinalize imóveis específicos que serão adquiridos com os recursos captados, a gestão informa que, após deduzidas as despesas e comissões, o valor será aplicado conforme a política de investimentos do VPPR11.
A oferta ocorre diante de um portfólio concentrado em imóveis corporativos. Em maio, o VPPR11 informou possuir dois empreendimentos, o Edifício Corporate Evolution e o iTower Alphaville, que totalizavam área bruta locável (ABL) de 52.983,20 metros quadrados, com ocupação física de 88,75% e vacância de 11,25%.
No período, o patrimônio líquido estava em R$ 303,21 milhões, enquanto a dívida líquida somava R$ 174,95 milhões. O saldo devedor do CRI Evolution era de R$ 186,28 milhões, com remuneração de IPCA + 6,5% ao ano e vencimento em maio de 2036.
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