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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergem sobre como reduzir juros longos no Brasil

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Com a aproximação das eleições brasileiras, o radar dos investidores ficou mais voltado para a forma como os candidatos à Presidência da República enxergam a redução das taxas de juros de longo prazo no Brasil, principalmente os dois principais nomes na disputa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

No atual momento, os investidores exigem prêmios elevados para comprar títulos públicos de longo prazo, aumentando os custos de financiamento tanto para o Estado quanto para o setor privado e alimentando preocupações sobre as perspectivas fiscais do país e o crescente peso da dívida.

Visões de Lula e Bolsonaro

Nesta terça-feira (25), o coordenador-geral do programa de reeleição do presidente Lula, José Sérgio Gabrielli, propôs, em entrevista à Folha de S.Paulo, a recompra de títulos públicos pelo Tesouro como forma de conter os rendimentos de longo prazo.

A proposta se assemelha às medidas recentemente adotadas pelo Tesouro dos Estados Unidos na última semana. Além disso, Gabrielli criticou um editorial publicado pelo próprio veículo, que defendia cortes urgentes nos gastos federais para evitar uma crise fiscal e reduzir as taxas de juros. Segundo ele, o artigo retratava o Brasil como estando “à beira do caos”.

Em paralelo, Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e atual membro da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, afirmou que cortes nos gastos, e não a intervenção no mercado, são a única opção sustentável para reduzir os juros.

Sachsida também criticou a proposta de Gabrielli em sua rede social X, antigo Twitter. “Tecnicamente, isso quer dizer que ele vai colocar liquidez na economia… na hora que ele fizer isso, a inflação aumenta. A hora que a inflação aumentar, os juros vão aumentar também”, publicou.

Situação dos juros no Brasil

No Brasil, as taxas de juros reais sobre títulos públicos com vencimento em 2045 estão em 7,5% no momento. O cenário ressalta o alto prêmio que os investidores estão exigindo para financiar o país no longo prazo, diante das dúvidas sobre a capacidade de controlar o rápido crescimento dos gastos obrigatórios.

Além disso, a elevada carga de juros do país tem sido um dos principais fatores por trás do aumento da dívida pública bruta, um dos principais indicadores de solvência.

Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, a dívida bruta aumentou mais de 10 pontos percentuais (p.p.), chegando a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo autoridades do Tesouro, as intervenções no mercado secundário de títulos para lidar com a alta volatilidade fazem parte de uma sequência de medidas que inclui a redução da oferta nos leilões, a diminuição do volume das ofertas, o cancelamento de leilões e, caso necessário, recompras ou outras operações de liquidez.

Com as eleições colocando a política econômica novamente no radar, diversificar e acompanhar os impactos dos juros sobre os investimentos ganha ainda mais importância. Para isso, vale a pena acompanhar as carteiras recomendadas da Orion Research. Confira clicando aqui!

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