As ações da Usiminas (USIM5) operam em queda nesta segunda-feira (28), acompanhando o desempenho negativo iniciado na quinta-feira (25), quando a companhia divulgou os resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25).
Às 16h58 (horário de Brasília), os papéis da siderúrgica caíam 1,19%, cotados a R$ 4,15. O Bradesco BBI já previa a queda, avaliando que o balanço veio mais fraco do que o esperado, o que provocou uma reação negativa no mercado.
Entre abril e junho, a empresa registrou um recuo na rentabilidade operacional, gerando preocupação entre os investidores diante do atual cenário desafiador para a indústria do aço no Brasil.
No período, a Usiminas reportou um lucro líquido de R$ 128 milhões, queda de 62% em relação ao primeiro trimestre (1T25), quando alcançou R$ 337 milhões. No entanto, na comparação anual, o valor representa uma reversão ao prejuízo de R$ 100 milhões registrado no segundo trimestre de 2024 (2T24).
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia também apresentou retração, com redução de 44%, para R$ 408 milhões, com margem de apenas 6%.
Embora a Usiminas projete uma melhora no Ebtida, o BBI destaca que essa recuperação se baseia principalmente na expectativa de redução de custos, uma área em que a empresa tem ficado aquém das estimativas nos últimos trimestres.
A receita líquida foi de R$ 6,6 bilhões no trimestre, recuo de 3% ante trimestre anterior, mas com leve crescimento em relação ao 2T24. Já o volume de aço permaneceu praticamente estável na comparação trimestral, totalizando 1,08 milhão de toneladas.
Um dos destaques positivos foi o fluxo de caixa livre, que reverteu o consumo de R$ 431 milhões no 1T25 e atingiu R$ 281 milhões. A siderúrgica também reduziu sua dívida líquida para R$ 1,05 bilhão, uma queda de 24%.
BBI analisa futuro da Usiminas (USIM5)
O Bradesco BBI destaca a projeção da Usiminas para o terceiro trimestre de 2025 (3T25), com volumes de vendas estáveis e preços realizados mais fracos, em razão da fragilidade persistente do mercado. Essa perspectiva reforça a previsão do banco de possíveis revisões negativas nos lucros em todo o setor de aço do país.
Embora tenha avaliado positivamente os esforços da Usiminas para reduzir o nível de investimentos, o banco observa que a projeção de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão em CAPEX da empresa segue em linha com sua estimativa de R$ 1,4 bilhão. Diante disso, o BBI mantém uma postura cautelosa em relação ao setor.











