O Fiagro SNAG11, da Suno Asset, anunciou sua maior distribuição de dividendos desde que estreou na Bolsa brasileira (B3) há mais de três anos. O valor é de R$ 0,13 por cota, com pagamento em 25 de novembro, considerando a posição na data de corte, em 14 de novembro.
Com isso, o fundo renovou sua máxima histórica ajustada por dividendos nesta sexta-feira (14), impulsionado pelas projeções otimistas de aumento na produção de soja para a safra de 2026. No fechamento, o SNAG11 atingiu R$ 10,22, seu maior valor nominal no ano.
Em novembro, o Fiagro já acumula alta de 6,24% em relação ao fechamento de outubro, quando valia R$ 9,62. No acumulado de 2025, a valorização nominal chega a 13,43%, considerando o preço de R$ 9,01 ao final de dezembro de 2024.
Consequentemente, com base no preço atual de mercado, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal ficou em 1,35%, enquanto a taxa anualizada alcança aproximadamente 16%. O valor distribuído também representa uma alta de 30% frente aos R$ 0,10 pagos em novembro de 2024.
Cenário otimista para o SNAG11
Na data de corte, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma nova projeção para a produção agrícola de 2025, estimando 345,6 milhões de toneladas, número 18,1% superior ao registrado em 2024. Além disso, o IBGE também projeta 332,7 milhões de toneladas para 2026.
No caso da soja, principal produto agrícola do país e destaque na carteira do SNAG11, a estimativa aponta crescimento de 1,1%, alcançando 167,7 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão de área e pelo ganho de produtividade por hectare.
Outros fatores por trás da alta
Em suma, a performance do SNAG11 é resultado da junção entre o cenário macroeconômico e a resiliência da carteira, que continua sem registros de inadimplência, afirma a gestora.
Atualmente, o Fiagro possui R$ 620,2 milhões em patrimônio líquido, alocado majoritariamente em operações de crédito atreladas ao CDI, contando com mais de 250 tomadores, perfil high grade e exposição diversificada entre soja, café e laticínios.
Por fim, a liquidez média diária permanece acima de R$ 1 milhão em 2025, com picos de R$ 2,6 milhões registrados justamente na data de corte.












