O fundo imobiliário RECR11, com gestão da BRL Trust, divulgou o balanço referente a maio, quando atingiu um lucro líquido de R$ 27,88 milhões, conforme apuração sob regime de caixa, representando uma redução de aproximadamente 22,51% ante mês anterior, com R$ 35,98 milhões.
Diante desse cenário, o impacto é direto nos dividendos que, consequentemente, demonstram queda. No período, o valor distribuído aos cotistas totalizou R$ 27,87 milhões, equivalente a R$ 1,0543 por cota.
O pagamento, realizado na sexta-feira (13), obteve o menor patamar de distribuição de dividendos do RECR11 dos últimos três meses.
No final de maio, o fundo fechou com a cotação de R$ 85,68, gerando um dividend yield (rendimento de dividendo) mensal de cerca de 1,23%, anteriormente 1,61%. Já anualizado, essa porcentagem ajustada é de 14,77%, percentual que supera em 39% o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) líquido de tributos.
Desempenho negativo do RECR11
Os resultados são reflexos da forte ligação da carteira do fundo ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cerca de 86% do RECR11, sendo impactados, em grande parte, pela inflação registrada em março e abril.
Já a receita total, por outro lado, sustentou a performance do FII, com R$ 31,88 milhões, impulsionada principalmente por rendimentos provenientes de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de outros fundos imobiliários. As despesas operacionais somaram R$ 2,81 milhões.
Ainda em maio, a carteira do RECR11 permaneceu alocada, com 95% dos recursos investidos. No total, o portfólio incluía 100 operações de CRIs e cinco fundos imobiliários, apresentando diversificação dos ativos.
Ademais, no acumulado dos últimos 12 meses, o FII distribuiu R$ 11,74 por cota. Desde o encerramento da oferta pública inicial, em dezembro de 2017, o fundo já entregou aos investidores um retorno total de 137,3% sobre uma cota base de R$ 100, índice que mais que dobra o desempenho do CDI líquido no mesmo intervalo, de 68,3%.











