O fundo imobiliário RBVA11, com gestão da Rio Bravo, divulgou seu balanço referente ao mês de junho, com lucro de aproximadamente R$ 15,237 milhões. O valor representa uma queda de 23,07% em relação ao mês anterior, quando o FII lucrou R$ 19,804 milhões.
Apesar da redução, o patamar de dividendos foi mantido. O fundo distribuiu R$ 14,052 milhões em proventos, o que equivale a R$ 0,09 por cota, beneficiando 74.116 cotistas. No período, as receitas totalizaram R$ 17,891 milhões, sendo R$ 17,515 milhões provenientes dos ativos imobiliários e R$ 376,18 mil oriundos de aplicações financeiras.
As despesas do RBVA somaram R$ 2,654 milhões, relativas a custos operacionais e de gestão. Para o segundo trimestre de 2025 (2T25), a Rio Bravo projeta um dividend yield (rendimento de dividendo) de R$ 0,09 por cota, incluindo R$ 0,08 de resultado recorrente e R$ 0,01 de resultado não recorrente.
A estimativa considera o reajuste inflacionário dos contratos de aluguel, o pipeline de vendas de ativos e a geração de receita com novas locações, incluindo o contrato do futuro imóvel built to suit (BTS) da Portobello.
Outras movimentações do RBVA11
Durante o mês, o RBVA11 registrou duas operações relevantes, o avanço nas obras do Gabriel Monteiro e o recebimento do imóvel Presidente Wilson, anteriormente locado para a Caixa Econômica Federal.
Na construção da portobello, empresa de cerâmica, o desenvolvimento já superou o previsto pelo cronograma para o período, de 47%, com 47,7% concluídos. A estrutura do empreendimento já está 93% finalizada, incluindo terraplenagem, fundações, vedações e o início das instalações internas.
Localizado em São Paulo, o imóvel contará com cerca de 1.838 metros quadrados de área bruta locável (ABL) ao ser finalizado, e será inserido em uma região estratégica de alto padrão no segmento de casa e construção, próximo às avenidas Europa, Brasil, Rebouças e Faria Lima.
O contrato será formalizado de forma atípica com a Portobello, com vigência inicial de 20 anos e multa equivalente ao valor integral de aluguéis em caso de rescisão antecipada.
Já a devolução do imóvel Presidente Wilson, que era ocupado pela Caixa desde 2014, ocorreu no início de junho, após a quebra do contrato de locação. O fundo informou que está buscando ativamente um novo inquilino para o espaço, que já se encontra pronto para uso, por meio de parcerias com imobiliárias locais.











