As ações da Raízen (RAIZ4) operam em queda nesta terça-feira (29), depois de o BTG Pactual reduzir o preço-alvo dos papéis, saindo de R$ 3,50 para R$ 3,00, conforme relatório divulgado pelo banco. Às 14h32 (horário de Brasília), RAIZ4 recuava 2,08%, cotada a R$ 1,41.
O BTG projeta prejuízo líquido de R$ 4,2 bilhões em 2025 para a companhia, com uma possível recuperação apenas a partir de 2027. Os analistas lembram que a empresa já levantou cerca de R$ 3 bilhões com a venda de ativos não estratégicos, incluindo usinas, como parte de seu processo de reestruturação.
Apesar do corte, o banco mantém recomendação de compra e avalia que a reversão do quadro depende da Raízen retomar a gestão eficiente de suas operações, com foco em crescimento acelerado e geração de caixa.
Estratégia da Raízen (RAIZ4)
A Raízen (RAIZ4) segue com uma postura mais cautelosa. A venda recente de três usinas sinaliza a priorização da geração de caixa e da eficiência operacional após um ciclo de investimentos intensos.
Segundo os analistas, esse movimento é apenas o início, já que ainda existem unidades de baixo rendimento em atividade que precisam ser revistas para reduzir os custos operacionais e priorizar o lucro.
Além disso, segmentos como o de combustíveis, conhecido historicamente como principal gerador de renda da companhia, tem registrado perda na competitividade de distribuição. A queda de participação no mercado e a perda do retorno superior sobre o capital investido ocorrem após a Raízen abrir mão da disciplina comercial e eficiência na originação de produtos.
Para a recuperação, o BTG destaca que a melhor alternativa é retomar a execução no negócio principal, enquanto avança a reestruturação do segmento sucroenergético. O BTG ressalta que os efeitos dessas mudanças devem demorar a aparecer nos resultados, mas podem destravar valor relevante a partir de 2027.











