Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira (31), após registrarem queda de 1,37% na véspera, em meio à redução do fluxo de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% a 30% do petróleo transportado mundialmente.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, com vencimento em outubro, encerrou o dia com valorização de 3,22%, a US$ 89,68 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro apresentou desempenho semelhante, com alta de 3,17%, a US$ 83,36 o barril.
No acumulado da semana, o Brent e o WTI registraram valorização de 2,29% e 3,53%, respectivamente.

Petróleo encerra julho em forte alta
Em julho, o Brent acumulou alta de 23,5%, enquanto o WTI avançou 21,8%. O desempenho é atribuído à retomada da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, movimento que elevou o prêmio de risco geopolítico no Oriente Médio.
Diante desse cenário, o mercado passou a precificar possíveis impactos sobre a oferta global e sobre rotas estratégicas de exportação da commodity, sustentando a alta dos preços do barril.
O que impulsiona o petróleo?
Nesta sexta-feira, os preços da commodity avançaram após a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informar que interceptou e atingiu dois navios-tanque que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz.
Em paralelo, outras quatro embarcações mudaram de rota e retornaram após ignorarem advertências das forças iranianas.
Além disso, o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) informou que avalia uma interrupção por prazo indeterminado nas operações de transporte de petróleo.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã “não terá mais capacidade militar em breve” e declarou estar perdendo a confiança na possibilidade de um acordo com Teerã, acusando o país de divulgar “mentiras”.
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