O Ibovespa (Ibov) encerrou em queda nesta sexta-feira (24). Embora tenha acumulado leve valorização na semana, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) foi pressionado principalmente pelo recuo dos preços do petróleo e pela realização de lucros em ações de grande peso na carteira.
Assim, no fechamento das negociações, o Ibovespa registrou baixa de 1,52%, aos 174.041,95 pontos. No acumulado da semana, porém, o índice avançou 0,19%.
Em paralelo, o dólar à vista (USD/BRL) também recuou e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0809, queda de 0,06%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 0,59% frente ao real.
No exterior, entretanto, o movimento foi diferente. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, como euro e libra esterlina, avançava 0,31%, aos 101,438 pontos.

Radar dos investidores
No Brasil, os investidores acompanharam a entrada em vigor da nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, medida que se soma à sobretaxa de 25% aplicada desde a última quarta-feira (22).
Para analistas, contudo, os impactos sobre a bolsa brasileira tendem a ser limitados, já que boa parte do movimento havia sido antecipada pelo mercado.
Segundo a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, apesar do endurecimento da política comercial norte-americana, os efeitos práticos não atingem de forma uniforme todas as exportações brasileiras.
A especialista destaca ainda que a dupla tarifação já vinha sendo amplamente precificada pelos investidores nas últimas semanas. Assim, o ambiente de incertezas geopolíticas continua exercendo maior influência sobre o desempenho da bolsa.
Pesos-pesados pressionam o Ibovespa
A queda do Ibovespa foi puxada principalmente pelos chamados pesos-pesados do índice. Durante o pregão, o Índice Financeiro (IFNC) recuou 1,61%, ampliando as perdas registradas na sessão anterior.
Além disso, a Vale (VALE3), que representa cerca de 11% da carteira teórica do Ibovespa, devolveu parte dos ganhos recentes e encerrou o dia em queda de 0,58%, cotada a R$ 75,24, acompanhando o desempenho do minério de ferro.
Já a Petrobras (PETR3; PETR4) perdeu força após o recuo dos preços internacionais do petróleo. O contrato mais líquido do Brent, referência global da commodity, para setembro, fechou em baixa de 3,88%, negociado a US$ 96,78 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Diante desse cenário, PETR3 caiu 2,36%, encerrando a R$ 47,55, enquanto PETR4 recuou 1,72%, para R$ 42,21.
No conjunto, bancos, Vale e Petrobras representam aproximadamente 50% da carteira teórica do Ibovespa, o que amplia o impacto desses papéis sobre o desempenho diário do índice.
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