As ações das petroleiras encerraram em queda nesta quarta-feira (20), após os preços do petróleo recuarem diante de relatos sobre a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
No mercado internacional, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência global da commodity, para julho fecharam em forte baixa de 5,62%, cotados a US$ 105,02 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Em paralelo, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho recuaram 5,70%, encerrando a sessão a US$ 98,26 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Efeito para as petroleiras no Brasil
Com o desempenho negativo do petróleo, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da Prio (PRIO3) lideraram as perdas do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3).
No fechamento do pregão, os papéis PETR4 caíram 3,19%, cotados a R$ 44,62, enquanto as ações PETR3 recuaram 3,52%, encerrando a sessão a R$ 49,85. Já os papéis da Prio (PRIO3) fecharam em queda de 1,11%, negociados a R$ 68,55.
O que prejudica o petróleo?
A queda do petróleo ocorreu após informações de que a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) permitiu a reabertura parcial do Estreito de Ormuz para a passagem de embarcações comerciais.
Segundo a Marinha da Guarda Revolucionária, cerca de 26 navios, entre petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações, cruzaram a hidrovia nas últimas 24 horas em coordenação com autoridades iranianas.
Ainda conforme a força militar, o tráfego marítimo segue acontecendo mediante autorização e coordenação prévia com o Irã.
EUA e Irã avançam para “etapas finais”
Também nesta quarta-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está nas “etapas finais” das negociações com o Irã. Apesar do tom mais conciliador, Trump voltou a ameaçar Teerã caso um acordo não seja alcançado.
“Veremos o que acontece. Ou conseguimos um acordo, ou faremos coisas um pouco desagradáveis, espero que não chegue a isso”, declarou o presidente.
Além disso, Trump afirmou que não está com pressa para concluir as negociações e relembrou conflitos históricos envolvendo os Estados Unidos. “Estivemos no Vietnã por 19 anos, no Afeganistão e em outros lugares por 10 anos”, disse Trump.
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