Com a divulgação do Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras (PETR4), o mercado reagiu à possibilidade de um corte de US$ 8 bilhões nos investimentos do período. A Empiricus Research reiterou sua visão sobre o planejamento, que deve ser divulgado até o fim de novembro.
Segundo a casa de análises, há espaço para redução de investimentos sem que isso implique em perda relevante de dividendos. O movimento também reflete a desvalorização do preço do petróleo, avalia o analista Ruy Hungria.
Vale investir em PETR4?
Para Hungria, caso seja aprovado um corte de pelo menos US$ 8 bilhões, a medida será uma surpresa positiva, já que o ajuste faz sentido diante do cenário atual. Em 28 de agosto, a financiabilidade do plano, considerando a forte queda do petróleo, foi tema central da reunião do Conselho de Administração da Petrobras.
Ele relembra que haviam sido anunciados US$ 13 bilhões em projetos no-core para o período 2025-2029, quando o brent estava cotado a US$ 83 por barril. Nesta segunda-feira (22), a commodity se encontra em US$ 66,64, correspondendo a uma desvalorização de cerca de 19%.
Diante disso, Hungria aponta que há margem para reduções significativas sem abrir mão da exploração e produção em águas profundas. Nesse cenário, a Petrobras segue como opção para geração de caixa e, consequentemente, de dividendos buscados pelos investidores com foco em renda passiva.
Em documento, a petroleira projeta um dividend yield (rendimento de dividendo) de 12%, nível considerado expressivo frente a pares globais e à média do mercado brasileiro. Para a Empiricus, enquanto a companhia mantiver seu core business de produção de petróleo sólido e saudável, a PETR4 segue atrativa como investimento.
No entanto, o analista lembra que a ação não deve ser a única alternativa para investidores que buscam renda passiva. A diversificação é apontada como essencial para garantir consistência nos resultados da carteira.











