O maior fundo imobiliário da Bolsa brasileira (B3) em número de cotistas, o MXRF11, gerido pela XP Vista, anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em dividendos, referentes ao desempenho operacional de julho. Assim, o valor será mantido pelo 4º mês consecutivo.
De acordo com o cronograma divulgado, o pagamento está previsto para 14 de agosto. Terão direito aos proventos os investidores com posição no fundo em 31 de julho, data de corte. A partir de 1º de agosto, as cotas passam a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Com base na cotação de R$ 9,58 no último pregão de julho, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de 1,04%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o MXRF11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII e do segmento.

Performance do MXRF11
O montante que será distribuído tem como base o desempenho do MXRF11 em julho. No entanto, o relatório gerencial referente ao mês ainda não foi divulgado.
No relatório gerencial mais recente, com os resultados de maio, os rendimentos apurados pelo fundo no regime de caixa foram de R$ 0,1012 por cota, totalizando R$ 46,57 milhões.
Durante maio, o book de CRIs respondeu pela maior fatia do resultado, com R$ 41,57 milhões. Em seguida, figura o book de FIIs, com R$ 5,61 milhões, e o book de permutas, com R$ 1,60 milhão.
Além disso, o fundo também mantinha uma reserva de correção monetária de R$ 21,83 milhões, equivalente a R$ 0,047 por cota.
Situação da carteira
No encerramento de maio, a carteira do MXRF11 totalizava R$ 613,49 milhões em investimentos, com destaque para as posições em LPLP11, que representava 21,53% do portfólio, equivalente a R$ 132,098 milhões, e o GARE11, com 21,40%, ou R$ 131,288 milhões.
Em relação a distribuição por classe de ativo, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) concentravam 73,3% da carteira. Já os FIIs, as permutas financeiras e o caixa representavam 14,5%, 8,9% e 3,3%, respectivamente.
Por indexadores, 78,17% do portfólio estava atrelado ao IPCA+ ou INCC+, com taxa média de aquisição de 8,65% ao ano e marcação a mercado (MTM) de 10,16% ao ano. Os ativos indexados ao CDI+ correspondiam a 6,86% da carteira.
Por fim, o spread de crédito do book de CRIs e permutas ficou em 156 pontos-base, considerando o MTM dos ativos, com LTV médio de 56%.
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