O fundo imobiliário KNCR11, gerido pela Kinea Investimentos, anunciou a distribuição de R$ 1,15 por cota em dividendos, o que representa um aumento de 15% em relação ao mês anterior, quando o provento foi de R$ 1,00 por cota.
O patamar de distribuição é referente ao desempenho do fundo em março, com pagamento previsto para 14 de abril. No entanto, terão direito aos proventos os investidores com posição em 31 de março, data de corte.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o KNCR11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do FII.

Redução do caixa e investimentos
Atualmente, segundo o relatório gerencial de março, o KNCR11 apresentou redução da posição em caixa e continuidade no processo de alocação dos recursos captados recentemente.
Ao final do mês, o caixa representava 7,8% do patrimônio líquido, uma queda relevante frente aos 14,3% registrados em fevereiro.
Segundo a gestão, o movimento reflete o uso gradual dos recursos da última emissão de cotas, que haviam elevado temporariamente o nível de liquidez do fundo.
Dessa forma, o KNCR11 ampliou sua exposição a ativos de crédito imobiliário, com a parcela alocada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI atingindo 77,8% da carteira em março, ante 75,5% no mês anterior.
Além disso, o fundo investiu cerca de R$ 320,5 milhões em novas operações de CRI durante o período. Em comparação, os aportes haviam somado aproximadamente R$ 425 milhões em fevereiro e R$ 189,4 milhões em janeiro, indicando continuidade na alocação dos recursos.
Por fim, a carteira segue concentrada em ativos pós-fixados, com taxa média de CDI + 2,05% ao ano, enquanto o prazo médio avançou para cerca de 4,0 anos, frente aos 3,5 anos observados anteriormente.
Performance do KNCR11
De acordo com o documento, o desempenho do fundo em fevereiro foi impactado pelo menor número de dias úteis e pelo aumento temporário do caixa após a emissão de cotas.
Já em março, a redução dessa liquidez coincidiu com a elevação do rendimento distribuído, refletindo a maior alocação em ativos geradores de receita.
Ademais, o fundo segue com novas operações em análise e estruturação, dentro do processo de investimento dos recursos captados. A evolução da carteira e dos rendimentos deve continuar atrelada ao ritmo dessas alocações e às condições de mercado, especialmente ao comportamento das taxas de juros.
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