Com o risco de taxação como parte do processo da nova medida provisória que será proposta pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, o mercado de fundos imobiliários viveu um dos piores dias do ano nesta segunda-feira (9), com o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) registrando baixa.
Com as mudanças em relação ao recuo sobre o aumento do Imposto de Operações Financeiras (IOF), o governo pretende aplicar alíquotas de 5% sobre os investimentos isentos do Imposto de Renda (IR), incluindo FIIs e Fiagros, a partir de 2026.
A notícia fez o Ifix operar negativamente durante todo o período, fechando o dia em 3.416,25 pontos, o que representa uma queda de 0,96% ante à sexta-feira (6).
O índice já teria iniciado junho instável, no acumulado mensal, o recuo já soma 1,32%. Esse é o seu menor nível em quase um mês, desde 14 de maio, com 3.422,90 pontos.
Desempenho do Ifix
Além dos efeitos da nova medida, o Ifix também acompanhou o ritmo do mercado, que por sua vez, reagiu ao pacote do governo e à entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a tributação.
Nos resultados, o pior desempenho do dia foi para o Bluemacaw Logística, que recuou 5,78%. Seguido do Hectare CE e Urca Prime Renda, que caíram 5,67% e 5,17%, respectivamente.
Já os destaques positivos, por outro lado, foram o Vinci Imóveis Urbanos, avançando 2,30%, junto ao Pátria Logística, com alta de 1,43%, e o Kinea Oportunidades, que subiu 1,03%.
O que esperar da proposta?
Caso seja aprovada, a discussão no Congresso acerca da proposta, tende a ser complexa e sensível, já que a dispensa dos tributos para esses instrumentos foi dada como forma de incentivo para setores estratégicos da economia.
Segmentos imobiliários, ou do agronegócio, por exemplo, possuem certa relevância na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, além da geração de empregos.
O projeto segue em fase de elaboração. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que os parlamentares não têm o “compromisso” de aprovar a medida provisória, ressaltando que o Executivo não apresentou até o momento propostas fiscais estruturantes.











