O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o primeiro pregão de julho em queda nesta quarta-feira (1º), pressionado principalmente pelo forte recuo do CACR11, que registrou desvalorização superior a 15% ao longo da sessão.
Com isso, o principal indicador do mercado de fundos imobiliários fechou o dia em 3.826,67 pontos, representando uma leve baixa de 0,1% em relação ao fechamento anterior.
Durante o pregão, o índice abriu em 3.830,52 pontos, chegou à mínima de 3.816,45 pontos e atingiu máxima de 3.831,01 pontos, oscilando próximo da estabilidade durante boa parte da sessão.
Apesar do desempenho negativo, o movimento de queda foi relativamente limitado, com recuo de apenas 3,92 pontos.
Vale lembrar que, no pregão anterior, o IFIX havia avançado 0,39%, impulsionado pelo tradicional dia de anúncio de dividendos dos fundos imobiliários, que costuma gerar maior movimentação entre investidores.

Queda do CACR11 pesa sobre o IFIX
O principal fator de pressão sobre o IFIX nesta quarta-feira foi o desempenho do CACR11, fundo gerido pela Cartesia Capital, que liderou as perdas da sessão ao despencar 15,84%, encerrando o dia cotado a R$ 23,04.
A forte reação negativa do mercado ocorre em meio ao agravamento da crise enfrentada pelo fundo de recebíveis imobiliários, que nos últimos meses passou a enfrentar questionamentos envolvendo parte da carteira, dificuldades relacionadas à liquidez e aumento da pressão por parte dos cotistas.
Na terça-feira, a administradora do fundo, BRL Trust, informou que o CACR11 não realizará distribuição de rendimentos referentes ao desempenho de junho, o que ampliou a preocupação dos investidores.
Outros destaques do pregão
Entre os fundos que registraram as maiores valorizações do dia, o KIVO11, fundo imobiliário da Kilima, liderou os ganhos ao avançar 2,28%, fechando negociado a R$ 60,56. Na sequência apareceu o KNRI11, da Kinea Investimentos, que subiu 1,65%, encerrando o pregão cotado a R$ 154,95.
Já entre os fundos mais negociados, o MXRF11, gerido pela XP Asset, liderou o volume financeiro do dia, movimentando R$ 1,74 milhão, apesar da queda de 0,21%.
Logo atrás ficaram o GGRC11, da Zagros Capital, com volume de R$ 1,49 milhão e leve recuo de 0,1%, além do GARE11, sob gestão da Guardian Gestora, que movimentou R$ 1,02 milhão e fechou em alta de 0,53%.
Por fim, o CPTS11, administrado pela Capitânia Investimentos, avançou 0,4% com volume de R$ 968,61 mil, enquanto o RBRX11, da RBR Asset Management, movimentou R$ 597,15 mil e recuou 0,25%.
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