O fundo imobiliário GARE11, da Guardian Gestora, detalhou por meio de relatório gerencial como será aplicada a quantia de R$ 1,27 bilhão, referente aos recursos captados na 7ª emissão de cotas, encerrada em dezembro de 2025.
Segundo o documento, os investimentos já começaram por meio de aquisições de imóveis, com aplicação de cerca de R$ 676 milhões, além do reforço de caixa e alocações temporárias em ativos financeiros enquanto novas transações são concluídas.

GARE11 avança na aquisição de ativos
As compras incluem ativos já anunciados ao mercado e outros que ainda dependem do cumprimento de condições precedentes para a conclusão das negociações. Entre as etapas em andamento estão diligências técnicas, trâmites operacionais e processos regulatórios, como análises concorrenciais.
Até o momento, o fundo já aplicou cerca de R$ 230 milhões na aquisição de ativos previamente divulgados. O valor restante está direcionado à conclusão da compra de seis imóveis que fazem parte do pipeline da emissão.
No entanto, esses empreendimentos seguem condicionados ao cumprimento de etapas contratuais e operacionais. A expectativa da gestão é que as operações sejam concluídas até o início do segundo trimestre de 2026.
Alocação dos recursos captados
Além das aquisições, o GARE11 mantém aproximadamente R$ 310 milhões em caixa livre, com o objetivo de reforçar o colchão de liquidez da carteira e oferecer flexibilidade para novas alocações.
Ademasi, outros R$ 290 milhões foram direcionados para títulos e valores mobiliários (TVMs), incluindo Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e uma posição pontual no GAME11, adquiridos no mercado secundário.
“A alocação em CRIs é funcional à estratégia do Fundo e cumpre papéis distintos: rentabilizar o caixa com liquidez, contribuir para a desalavancagem do fundo e, por meio de CRIs atrelados a ativos estratégicos, reforçar a flexibilidade para futuras aquisições imobiliárias”, destacou a gestão no relatório.
Efeitos da 7ª emissão de cotas
Com a conclusão da 7ª emissão de cotas, o GARE11 passou a apresentar patrimônio líquido de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, o que representa um crescimento de 107% em relação ao montante anterior, de cerca de R$ 1,3 bilhão.
Ademais, também houve mudanças relevantes na estrutura do portfólio. O número de locatários aumentou de seis para 11, enquanto a quantidade de ativos passou de 29 para 33 imóveis.
Além disso, houve redução da alavancagem do fundo, que passou de 27% para uma posição líquida negativa de 13%, refletindo maior folga financeira após a captação.
Guidance de dividendos
Com o desempenho recente, o fundo imobiliário distribuiu R$ 0,083 por cota em dividendos em janeiro. O pagamento foi realizado em 6 de fevereiro, considerando a posição dos investidores em 30 de janeiro, data de corte.
Com base na cotação de R$ 8,79, o dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado é de aproximadamente 11,3%, segundo a gestão. Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
Diante desse cenário, a gestão manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota, após o recente ciclo de reciclagem de portfólio, redução da alavancagem e reorganização da estrutura de capital do fundo.
Por fim, acompanhar estratégias de fundos imobiliários é essencial para investidores que buscam renda e valorização no longo prazo. Para quem deseja montar um portfólio mais estratégico, as carteiras recomendadas da Orion Research reúnem ações, fundos imobiliários e outros ativos, com análises profissionais voltadas para diferentes perfis de investidor. Clique aqui e veja!










