Nesta quinta-feira (26), ocorre o FII Experience, maior evento de fundos imobiliários do Brasil, organizado pela Suno e realizado em São Paulo. Assim, com foco em networking de alto nível e debates estratégicos, o encontro reúne gestores, analistas e investidores.
A edição de 2026 conta com a curadoria do Professor Baroni e busca analisar cenários macroeconômicos, juros e tendências do setor em um ambiente exclusivo.
Entre os temas discutidos nesta manhã, especialistas destacaram o crescimento do mercado de FIIs, incluindo a valorização dos setores de shoppings centers.

Futuro do mercado de FIIs
Um dos destaques do evento, Sidney Angulo, afirmou que o mercado de fundos imobiliários no Brasil deve registrar a entrada de 400 mil a 500 mil novos investidores em 2026.
O sócio do E-business Park e empreendedor imobiliário, com mais de quatro décadas de experiência, foi além e projetou que, no longo prazo, entre 10 e 15 anos, o país pode alcançar cerca de 30 milhões de investidores em FIIs.
“Guerra é notícia que acaba. Imóvel é renda. E é para sempre”, ressaltou Angulo. Atualmente, o empresário possui cerca de 300 mil metros quadrados em imóveis próprios na cidade de São Paulo e reforça que os resultados não vêm de sorte, mas de estratégia.
“Os bancos constroem o patrimônio deles em imóveis. O investidor inteligente faz o mesmo”, afirmou.
Segundo Angulo, é importante que o investidor evite concentrar mais de 5% da carteira em um único ativo, além de manter disciplina diante da volatilidade.
Por fim, o especialista também ressaltou o papel dos fundos imobiliários menores, destacando que eles contribuem para o dinamismo do mercado e chamou atenção para a democratização do setor, que permite ao investidor pessoa física acessar grandes empreendimentos imobiliários
Shoppings podem ganhar força
Já em relação aos segmentos, especialistas presentes no evento apontaram que a ausência de novos projetos greenfield relevantes tende a beneficiar os FIIs de shoppings centers no longo prazo.
Atualmente, não há perspectiva concreta de crescimento significativo da área bruta locável (ABL), o que favorece ativos já existentes nos portfólios.
Além disso, mesmo no curto prazo os fundos desse segmento devem manter vantagem, uma vez que o ciclo de desenvolvimento de um shopping pode levar cerca de oito anos entre construção e maturação.
“No curto prazo, o desenvolvimento vai acontecer por meio de expansões, não de novos shoppings”, explicou Giuliano Ricci, sênior partner e head residencial da VBI Real Estate.
De acordo com Ricci, a reforma tributária pode estimular a migração de ativos para estruturas de fundos imobiliários, ampliando o universo investível do setor.
Estoque de fundos imobiliários
Em 2026, segundo dados da Bolsa brasileira (B3), o estoque de fundos imobiliários já ultrapassou R$ 200 bilhões. Além disso, o número de investidores chegou a 3,076 milhões de pessoas em fevereiro, também um recorde histórico.
Ademais, os dados reforçam a trajetória de expansão do setor nos últimos anos e consolidam os FIIs como um dos principais produtos voltados ao investidor pessoa física no mercado brasileiro.
Por fim, diante desse cenário, a carteira recomendada de fundos imobiliários da Orion Research busca identificar oportunidades alinhadas às tendências do mercado e aos movimentos macroeconômicos, auxiliando investidores na tomada de decisão. Confira mais clicando aqui!












