Nesta quarta-feira (28), ocorreu a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), na qual o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) decidiu sobre o futuro dos juros de referência do país. A autoridade monetária optou por manter a taxa básica no intervalo entre 3,75% e 4%.
A decisão está em linha com as projeções da maior parte do mercado financeiro. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, 92,8% dos agentes do mercado previam a manutenção dos juros na manhã desta quarta-feira.
No entanto, embora fosse esperada, a decisão não foi unânime. A aprovação ocorreu por 10 votos a 2, com duas divergências.
A diretora do Fed Lisa Cook, atualmente alvo do presidente Donald Trump, que busca destituí-la do banco central, discordou da decisão e defendeu uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa.
Já a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, uma voz consistentemente favorável a uma política monetária mais restritiva para conter a inflação, defendeu a manutenção dos juros, mas também divergiu da maioria em julho, quando apoiou uma redução.

Fed decide manter os juros dos EUA
Em comunicado, o Fed informou que a inflação permanece elevada e destacou a necessidade de obter mais informações para definir os próximos passos da política monetária.
“A obtenção de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura adequada da política monetária para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no prazo apropriado”, afirmou o Fed.
Além disso, a autoridade monetária declarou que a economia dos Estados Unidos continua em expansão, apesar dos desdobramentos geopolíticos.
“O crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto”, destacou o comunicado.
O banco central também afirmou que o mercado de trabalho segue resiliente, com a taxa de desemprego estável e a criação de vagas acompanhando o crescimento da força de trabalho.
A decisão ocorreu a menos de uma semana das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Enquanto isso, os formuladores de política monetária aguardam novos dados para avaliar se a inflação seguirá em desaceleração ou permanecerá elevada, exigindo a manutenção de uma política monetária restritiva.
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