As ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) fecharam em forte alta nesta quinta-feira (7) após o balanço do segundo trimestre de 2025 (2T25) e o anuncio da distribuição de dividendos acima do estimado pelo mercado, de R$ 4 bilhões.
Por volta das 17h14 (horário de Brasília), os papéis preferenciais (ELET6) saltavam 9,55%, cotados a R$ 46,01. Enquanto as ações ordinárias (ELET3) avançavam 9,11%, valendo R$ 42,63.
O valor foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia a título de dividendos intermediários, sendo R$ 2,430363372 por ação preferêncial de classe A, R$ 1,933479023 por ação preferencial de classe B e R$ 1,757706425 por ação ordinária e golden share.
O pagamento está previsto para 5 de setembro. Terão direito ao provento os investidores com ações em custódia até o encerramento da sessão em 14 de agosto. A partir de 15 de agosto os papéis da empresa passam a ser negociados ex-dividendos. Para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (NYSE), o prazo será estendido até o dia 18.
A distribuição representa um dividend yield (rendimento de dividendo) de aproximadamente 4,5%.
2T25 da Eletrobras
A Eletrobras (ELET3;ELET6) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão no 2T25, alta de 43,3% em relação ao mesmo período de 2024, revertendo o prejuízo de R$ 80 milhões registrado no primeiro trimestre deste ano (1T25).
A companhia destaca três fatores para o bom desempenho, a ampliação da receita de geração, superior ao avanço de custos com produção e compra de energia, o incremento no reconhecimento da receita de transmissão e a redução dos gastos com PMSO e das despesas financeiras.
No intervalo entre abril e junho, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado regulatório foi de R$ 5,5 bilhões, recuo de 8,6% em comparação anual. Já a receita operacional líquida regulatória somou R$ 9,59 bilhões, praticamente estável, com leve recuo de 0,3%.
A dívida líquida totalizou R$ 40,13 bilhões, aumento de R$ 0,85 bilhão ante o 1T25 e redução de R$ 2,84 bilhões frente ao 2T24. A alavancagem, medida pela razão Dívida líquida/EBITDA, foi de 1,8x no trimestre, equilibrada em comparação anual e ao período anterior.










