Depois de ter sua sequência de três altas consecutivas interrompida na quarta-feira (26), quando caiu 0,77%, o dólar voltou a subir nesta quinta-feira (27). O movimento ocorreu mesmo em um cenário de menor liquidez, devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.
No fechamento da sessão, o dólar à vista avançava 0,33% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,3521. Às 17h04 (horário de Brasília), o contrato futuro para dezembro subia 0,39% na Bolsa brasileira (B3), cotado a R$ 5,3540.
Impacto ao dólar
Sem as referências do exterior, o desempenho do dólar acabou guiado pela expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro. Além de uma correção técnica após os últimos movimentos do real.
“Depois de três dias consecutivos de valorização do real, o movimento técnico de realização ganhou força, abrindo espaço para uma alta pontual da moeda. Além disso, o aumento das rolagens de contratos futuros na véspera da última Ptax de novembro adicionou volatilidade ao mercado. Reforçando o viés comprador e contribuindo para a pressão de apreciação do dólar ao longo da manhã“, afirmou o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.
Cenário doméstico
No cenário interno, o dólar também respondeu aos novos dados econômicos e às declarações do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Calípolio. Além dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a outubro.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram abertas 85.147 vagas formais no mês. A projeção era de aproximadamente 105 mil.
Além disso, o resultado foi o pior já registrado para outubro na série histórica do Novo Caged, que monitora os dados desde 2020. Para comparação, em outubro de 2024 foram criados 131.424 postos de trabalho.
Ademais, no acumulado de 2025, o Caged registra 1.800.650 vagas abertas. Representando uma quantidade inferior à de 2024, com 2.126.843, o terceiro pior desempenho da série.













