O fundo imobiliário CPTS11, sob gestão da Capitânia S.A., divulgou que irá distribuir R$ 0,09 por cota em dividendos, referente ao desempenho registrado em maio, mantendo o mesmo patamar dos últimos nove meses, o que reforça a consistência dos proventos.
De acordo com o cronograma, o pagamento ocorrerá na próxima segunda-feira, 22 de junho, para investidores com posição em 15 de junho, data de corte. A partir desta terça-feira (16), as cotas passaram a ser negociadas ex-direito.
Com base na cotação de R$ 7,64 no último pregão de maio, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de aproximadamente 1,18%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o CPTS11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.

Desempenho do CPTS11
Segundo o relatório gerencial referente ao mês de abril, a rentabilidade a mercado ajustada por proventos do CPTS11 foi de 0,48% no período. Já a rentabilidade patrimonial ficou negativa em 0,81%, enquanto o IFIX avançou 1,53% e o IMA-B registrou alta de 1,81%.
Além disso, desde o início de suas operações, em 5 de agosto de 2014, a cota a mercado ajustada acumula valorização de 239,2%, enquanto a cota patrimonial registra ganho de 268,8%. Em paralelo, o IFIX subiu 181,2%, enquanto o CDI bruto acumulou retorno de 201,9%.
Em abril, a cota a mercado encerrou o período cotada a R$ 7,93, representando um desconto de aproximadamente 10,4% em relação ao valor patrimonial, que estava em R$ 8,85.
Composição da carteira
Em relação a carteira de recebíveis, o desempenho do CPTS11 foi impactado pelo fechamento da curva de títulos públicos, com a marcação a mercado passando de IPCA + 8,64% para IPCA + 8,57%. Ademais, a carteira de FIIs registrou retorno negativo de 1,18%, enquanto o IFIX apresentou valorização de 1,53%.
Com base na cotação registrada no fechamento de abril, o fundo apresenta yield implícito de IPCA + 10,64% ao ano. Já o potencial de valorização estimado é de 14,4% sobre a carteira de FIIs, ou de 9,7% quando considerado o patrimônio líquido total do fundo.
No mês, o fundo realizou a compra definitiva de R$ 1,40 milhão em CRIs, com taxa média de IPCA + 12,34% e spread de 5,06%. Em contrapartida, foram realizadas vendas definitivas de R$ 98 mil em CRIs, com taxa média de IPCA + 9,03% e spread de 0,26%.
Atualmente, a carteira do CPTS11 conta com 19 CRIs, equivalentes a 24,8% dos ativos, além de 78 fundos imobiliários, que representam 63,9% da carteira. Os 8,2% restantes permanecem alocados em operações de carrego, estratégia em que o fundo mantém FIIs para terceiros e recebe remuneração equivalente a CDI + 1% ao ano sobre essas posições.
Na distribuição da carteira de fundos imobiliários, 79,6% da exposição está concentrada em FIIs de tijolo, enquanto os 20,4% restantes estão alocados em fundos de papel.
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