O fundo imobiliário KNIP11, gerido pela Kinea, divulgou seu relatório gerencial referente ao desempenho de setembro. No período, o fundo registrou resultado de R$ 36,9 milhões, equivalente a R$ 0,46 por cota, o que representa uma queda de 27,9% em relação ao mês anterior, quando alcançou R$ 51,2 milhões.
De acordo com o documento, a redução do resultado está relacionada ao comportamento da inflação, que afetou a remuneração dos títulos imobiliários presentes na carteira.
Já a receita totalizou R$ 43,3 milhões no período, proveniente principalmente dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que responderam por R$ 38,9 milhões. Em paralelo, as despesas somaram R$ 4,4 milhões.

KNIP11 paga dividendos
A redução do resultado líquido também se refletiu nos dividendos do KNIP11. Para o pagamento de outubro, referente ao desempenho de setembro, o fundo distribuiu R$ 0,60 por cota aos cotistas, uma queda de aproximadamente 7,69% em relação ao mês anterior, quando pagou R$ 0,65 por cota.
Ainda assim, o fundo conseguiu manter a distribuição de proventos em um patamar próximo ao dos meses anteriores. Para isso, utilizou parte dos resultados acumulados em períodos anteriores. Após o pagamento, o saldo de resultados ainda não distribuídos ficou em R$ 0,80 por cota.
O pagamento foi realizado em 14 de outubro, para os investidores que estavam posicionados no KNIP11 em 30 de setembro, data de corte.
Além disso, com base na cota média de ingresso de R$ 102,96, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 0,58%. O retorno correspondeu a 54% da taxa DI do período. Com a aplicação do ajuste tributário de 15%, conhecido como gross-up, a equivalência alcançou 63% do CDI.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente e observadas as condições previstas em lei, os dividendos de fundos imobiliários como o KNIP11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
Detalhes da receita total
Além da receita proveniente dos CRIs, o KNIP11 também contou com a contribuição dos instrumentos de caixa, que adicionaram R$ 4,4 milhões à receita total.
A gestão destaca que a redução do resultado esteve associada à dinâmica de atualização monetária dos CRIs indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que normalmente incorporam os índices de inflação com uma defasagem aproximada de dois meses.
Dessa forma, o desempenho de setembro foi afetado principalmente pelo IPCA de julho, que registrou alta de 0,07%, e pela deflação de 0,32% registrada em agosto. Já a variação negativa de agosto foi influenciada pelo Bônus de Itaipu, responsável por uma redução pontual de 7,63% nas tarifas residenciais de energia elétrica.
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